terça-feira, dezembro 16, 2008

ESPERA...

No fundo você espera que o telefone toque, que batam à sua porta, ou apertem a sua campanhia. No fundo a gente sempre espera alguém, inventa coisas e cria histórias. E quando olhamos pela janela e não encontramos nada... no outro dia, ficamos com medo de abri-la novamente, porque entra um vento gelado carregado de lastimosas lembranças e o inverno chega com seu forte clima nostálgico. E lá no fundo, bem no fundo a gente fica torcendo por um boa noite dela, pra depois nos deitarmos numa cama fria sob quentes cobertores e esperar que o sono chegue logo com os sonhos. Talvez a única esperança. Mas no fundo queríamos estar tomando chocolate quente na frente de uma boa fogueira, com a cabeça no colo de nossas mães, ouvindo teus contos enquanto procuramos um final para os nossos. E todos os dias a gente corre olhar debaixo da porta esperando chegar alguma carta. Até mesmo uma carta vazia, só o envelope mesmo, com o nosso endereço escrito com letras de mão. E no fundo, no fundo... (um breve silêncio)... são tantas coisas que prefiro mesmo me calar... até o dia que a vida realmente... (deixa pra lá, apertem o reset e tudo se inicia do zero). Eu não sei, mas no fundo, no fundo... acho que gostaria de saber... merda nenhuma.

2 comentários:

Marina F. disse...

lindoooooo...

saudades de ti e da Vivits!
beijos.

baumont disse...

Adoro o sabor da nostalgia. Essas linhas me lembram a infância. Época da inocência. O cheiro de maçã assim que abro a lancheira, na hora do recreio.Na sala de aula, o perfume dos cabelos da professora da pré-escola. O aroma da chuva misturado ao do jantar que mamãe preparava enquanto brincávamos de roda.
E eu esperava. Esperava a hora passar, ouvir a voz de papai chegando do trabalho. Esperava e desejava que a infância passasse logo e eu me tornasse adulta. Queria ser gente grande. Fazer o que desse na telha.Não dar satisfações a ninguém e definitivamente, não me dividir com ninguém nem fazer o mesmo com meus brinquedos.
Ledo engano! Hoje eu daria tudo para voltar a infância. Idade na qual a gente espera e não sabe que é feliz. Também se soubéssemos, não seríamos inocentes.

bj