quinta-feira, dezembro 18, 2008

Generosidade

Acho boa pra cacete essa palavra. Dia desses fui comer num micro restaurante árabe que abriu perto de casa. Só tinha eu e mais um cliente que parecia ser amigo da família de mexicanos donos do restaurante. Não tinha que fazer e fiquei observando. Percebi que o cara estava ali só pra dar uma força. Enfiava uma grande quantidade de esfirras dos mais variados sabores guela a baixo. O cara era mais magro do que eu. Onde caberia tanto? Dai me veio à cabeça que o cara não devia estar com tanta fome assim. De 3 uma. Ou ele estava tentando matar sua solidão, ou estava de olho na mulher do dono, um tanto interessante, ou estava apenas fazendo um ato generoso para ajudar a família recém chegada ao Brasil manter aberto o seu novo estabelecimento. A comida é realmente muito boa e o atendimento tão bom quanto. Se quiser conhecer fica na rua Artur de Azevedo em Pinheiros, quase esquina com a Pedroso de Moraes.

Dia desses também fui no outro show da banda do Marião, Saco de Ratos, mais uma vez dispensa comentários. Ai abaixo já disse o que podia dizer, e semana que vem é a última apresentação deles do ano lá no teatro X na rua Rui Barbosa, 399 B, à partir das 23h. Só 5 pilas de entrada.

E hoje meu amigo Flavinho Vajman, irmão da bela Fabiana Vajman, vai destruir tua gaita lá na Coletivo Galeria. É um dos maiores gaitistas do país. Não dá pra perder. E de lambuja você ainda aproveita e vê uma das melhores exposições do grande Carcarah, autor do desenho ai debaixo também.

blues

6 comentários:

baumont disse...

Ótima microcrônica! Puxa vida! Fico espantada com a naturalidade da escrita. Parece que as palavras fluem como na fala e, quando se lê, é possível ouvir alguém contando a história. Apesar de ser revisora e ter que lidar diariamente com a norma culta, admiro muito os autores de textos literários capazes de trabalhar uma linguagem sem compromisso com as regras gramaticais, concordância e todo o aparato apregoado pelos gramáticos e severamente criticado pelos lingüistas.
Como é gostoso ler um texto assim.
A única parte desagradável são os palavrões. Pessoalmente não os utilizo nos meus textos nem aconselho. Penso que sempre se pode substituí-los por outras figuras de linguagem. Mas, ele acaba funcionando como uma metáfora expressa num mundo em que ninguém investe tempo escrevendo e trabalhando o texto. Que é o caso de Pankada. Ele aparenta ser um cara muito sintético e prático. Qualidades necessárias no mundo atual, palco de tantas exigências simultâneas.
Certa vez, na faculdade, na aula de Literatura Comparada, foi discutido um poema de apenas 10 versos de João Cabral de Melo Neto. Não me recorda agora o título. Ignorando a velocidade do mundo contemporâneo, ele investiu 20 anos para compor as poucas linhas que hoje ficamos horas discutindo nas salas de aula dos cursos de Letras por todo o país.
Por outro lado, o Pankada não tem tempo para isso. É compreensível. Talvez, por isso, ele tenha optado pelas crônicas. Uma ótima opção literária. Atual, enxuta, de fácil entendimento e deliciosa leitura.

Bj

Pedro Pellegrino disse...

Que legal esse comentário da Baumont.

Pankada disse...

Essa garota é nota mil Pedro. abraço

Pedro Pellegrino disse...

Boas festas pra você, brother.Ano que vem é nóis! Uma curiosidade que sempre quis perguntar:Essa ilustração do boxeador é a capa de algum disco de rock? Lembro de ter visto isso em algum lugar.Grande abraço.

fabiana vajman disse...

Obrigada pelo "bela"!
Beijo!

Pankada disse...

foi sem esforço nenhum... beijo