Sábado, Novembro 28, 2009

DESCOCUPADO

Meu conselho pra quando não tiver nada pra fazer, é enfiar o dedo na boca do seu irmão caçula.

Quinta-feira, Novembro 26, 2009

SAUDADE

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Terça-feira, Novembro 24, 2009

ILHA DO MEL

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To tostado. To feito um camarão frito. Me internei numa ilha por 3 dias. Foi o suficiente pra arrancar meu couro e me deixar numa ardência fila da puta. Ficaria mais, mesmo assim. Foda-se. Depois passa.

Ah, e conheci Bob.

Sempre desejei ficar peregrinando com uma mochila nas costas por ai. Acho que só me faltou algum tipo de talento pra tal proeza, porque a mochila até tenho.

Conheci Bob lá na ilha. Um sujeito estranho duns 40 anos. Magro. Com todos os dentes da frente da boca podres, careca e cheio de tatuagens. Pra papear com o cara tinha que manter uma boa distância. Virou brother. Ele me contou que era a primeira vez que viajava sem sua garota depois de alguns anos. Tava sentindo a mó falta. Apesar de estranho, o cara falava bem. “A liberdade é impagável, mas a sensação de saber que tem alguém em algum lugar preocupado com a gente também não tem preço.” Bonito. Até refleti nessas boboseiras do cara.

Minhas costas parecia uma chapa de padaria, pronta pro próximo omelete. Não tinha ninguém pra se preocupar com ela. Minhas costas... Eu tava quase morrendo de ensolação, mas nem fodendo ia pedir pro Bob passar qualquer tipo de hidratante, ou soro nela. Pau no cu.

O cara tinha um papo muito cônscio, eu já tava ficando loucão ouvindo aquilo. Vez ou outra eu tinha que desbaratinar e ficar sentado na frente do mar olhando praquele imenso horizonte tentando encontrar o fim. Sempre tinha a carcaça de um navio cargueiro pra atrapalhar meu momento “limpa cachola”. Era numa dessas que o azarão do sol me pegava. Nem notava. Na verdade não tinha sol. Era mormaço e to até agora tentando entender porque esse troço tosta tanto a gente.

Um dia acordei cedo e enterrei um ovo pra ver se cozinhava. No fim da tarde fui desenterrá-lo e pra minha surpresa tinha um pintinho em formação, morto lá dentro. Fedia pra caramba. Ovo choco. Vomitei. Certeza que a terra e nem o mormaço tinham feito isso. Já devia te-lo enterrado assim. Me comoveu, mas atirei-o ao mar. Tinha uma porrada de urubus pronto pra devora-lo por ali. Vi vários Mergulhões procurando sua caça. Os vi em ação, o que é mais legal. Eles dão rasantes a noventa graus sobre as ondas. Só não sei como enxergam peixes de uma altura como aquela na água revolta.

No meu último dia, notei que Bob tava triste. Ele ia ficar mais uma semana, me parece. Tava num esquema totalmente selvagem. Sem nenhum veículo de comunicação à sua disposição. Não tinha notícias da sua garota e isso o torturava. Ele foi prali porque tava afim de ficar só mesmo. Deviam ter se desentendidos, mas disse que não via a hora de voltar pra reencontrá-la. Ela tava em Buenos Aires naquele momento, se aventurando sem dinheiro nenhum com algum amante.

Pelo menos na ilha ele perdia a noção do tempo. O cara dizia que sentia saudade de umas bobeirinhas e tinha medo de ficar me dizendo e parecer muito romântico. Achava isso engraçado. Eu disse que tava com saudade do cheiro da minha garota também. Do sorriso, do abraço, do beijo e dela brava comigo, quando eu peido perto. Ele me chamou de cuzão e esboçou um abraço, mas terminou apenas com um aperto de mão. É o suficiente. Me despedi assim do sujeito esquisito.

No caminho de volta pra Sampa fiquei contando nos dedos, os minutos e os quilômetros. Estava cada vez mais próximo dela. Triste pela despedida, pela partida, pela realidade, pelo trânsito maldito, mas feliz por saber que havia alguém me esperando. Eu acho. Ainda não cheguei pra descobrir. O que posso afirmar é que Bob é um sujeito bem bacana. E que se ele tava procurando a Felicidade por lá, que a encontre.

Eu vi de perto o Sr. Hilário na ilha. Felicidade não devia estar tão longe. Hilário tava saindo do forró risca faca de madrugada e brincando de esconde-esconde com os seus netos. Mal andava o velhinho, mas queria agradar a molecada pentelha. Realmente hilário. As véias ficavam gritando o nome dele. Não tinha como não rir. Nem sei se ele conseguiu sair do mato depois. Temo que tenha ficado perdido. Tava tudo muito escuro. Desejo-lhe mais alguns anos de vida pra divertir a molecada e pra eu poder encontrá-lo algumas outras vezes quando estiver difícil de rir. Enfim. Conto mais outro dia.

Terça-feira, Novembro 17, 2009

JUQUITIBA – ARTUR NOGUEIRA

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Fotos: Paulinho Faria

Domingo, Novembro 08, 2009

ESTRANHO

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É bem estranho... olhar no espelho e ver minha fuça descoberta pelo pouco de barba que ainda tinha. Há anos não me via assim. Com isso lembro do tempo e do quanto tenho medo dele. Não tenho mais medo do que o medo de morrer incompreendido.

É bem estranho chegar de viagem e não ouvir o casual boa noite, ou jogar o travesseiro sobre a cama, ao lado de outro travesseiro que não será usado, ou será apenas como aparador de babas e o pior depois é encontrar a toalha branca, seca atrás da porta ainda.

É bem estranho não sentir o cheiro do rastro de um perfume pelo corredor da sala de estar. Mais estranho é ficar pulando de um lado pro outro pra não molhar os pés nas poças d´água no meio do quarto, ou ficar segurando um tapawer feito um equilibrista de circo tentando adivinhar onde vai cair a próxima lágrima. Pensar que pra acertar tem que errar e que a porra do erro traz conseqüências dolorosas. Só que não acredito em erros e acertos, mas vivo errando. E vão me condenar à forca? Quem, melhor do que eu? É bem estranho isso.

Estranho eu achar tudo estranho e me achar normal. Estranho é estar com sono e não conseguir dormir, a tantas da madruga, pensando em algo besta pra escrever. Estranha é essa necessidade de ter que por tudo no papel pra tentar tirar um nó da goela. Na verdade nada é estranho, a não ser você que teve as manhas de ler isso até aqui e ainda pensa que estranho sou eu. Bem estranho.

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

SATYRIANAS

Bom, foi-se. Sensação de missão cumprida. Pelo menos a primeira etapa. Agora aguardamos as próximas. Ansioso por uma temporada decente aqui em São Paulo. As pessoas já perguntam quando. Deixo aqui meu agradecimento a todos que compraram essa briga comigo. E vamos que vamos! Pra quem não viu, por sorte o grande fotógrafo Bruno Zanardo estava lá pra registrar. Se gostarem das fotos, tem mais trampo do cara no site www.brunozanardo.com.br

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Terça-feira, Novembro 03, 2009

SOBRE CINEMA

A minha querida amiga Karin Camarinha que ta morando em Londres há algum tempo, ta com um blog sobre cinema bem bacana. Descobri só agora, aliás, é dela e da Kelly, com quem trabalhei em 2006 numa peça. Vale a pena conferir e divulgar.

http://nacionalcine.com/blog/

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

ÚNICA APRESENTAÇÃO

Só hoje, às 19h no Satyros 1 – Praça Roosevelt

O HOMEM COM A BALA NA MÃO

O evento ta lotando. Cheguem bem antes pra reservar os ingressos.

Domingo, Novembro 01, 2009

CENTRO CULTURAL RIO VERDE

É sem dúvida alguma um dos lugares mais bonitos e agradáveis de SP e pra quem estiver afim de conhecer, eis ai uma ótima oportunidade. LADO B, mais uma atração organizada pela cia Antro Exposto

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Sexta-feira, Outubro 30, 2009

ELSINORE EM PLANTA BAIXA

Hoje começa a Satyrianas. Pra quem nunca ouviu falar, é um evento mais ou menos parecido com a virada cultural, só que é mais longo e acontece em menos lugares. A grande parte está centrada na Praça Roosevelt e arredores e este ano também na vila Madalena. São mais ou menos 80 horas ininterruptas de atividades teatrais, culturais, sei lá.

Acho que a partir das 20h o pessoal do Antro Exposto estará na tenda residência apresentando um trabalho que leva o nome do título do post. Como sabem, Antro Exposto é o grupo dirigido pelo maluco do Ruy Filho. Sei que ele montou um labirinto muito louco em menos de uma semana e jogou os atores lá dentro e o público vai passear por ele. O pouco que conheço do Ruy, pergunto, será que o próprio elenco conseguirá encontrar a saída? Será que o Ruy chegará a tempo na segunda pra nossa apresentação? Vou lá me arriscar hoje neste labirinto, em mais um trabalho com o nome muito doido dessa rapaziada. Convido a todos.

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Quarta-feira, Outubro 28, 2009

NA SATYRIANAS

E nesta segunda-feira de feriado, dia 2, rola a única apresentação este ano em São Paulo da peça. Será lá no Satyros 1 na praça Roosevelt às 19h. Estão todos convidados. Parece que o esquema lá é pague quanto quiser, mas quem quiser ajudar, não vamos recusar o apoio, pois essa grana fará parte do caixa pra temporada do ano que vem. Fizemos a peça sem nenhum tostão. Agora tem que acontecer.

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Terça-feira, Outubro 20, 2009

As Patacoadas de Cornélio Pires

Nesta quinta-feira dia 22 sigo pra Artur Nogueira, pra estreiar O HOMEM COM A BALA NA MÃO. Fico até domingo. Tem um pessoal lá agitando a parada e nem faço idéia como será de público. A cidade é pequena e não se é cultivado esse hábito. Mas torço pra que tudo dê certo. Óbvio.

Pra quem estiver em São Paulo, recomendo o trabalho do grupo Andaime de Piracicaba. Eu vi a peça o ano passado e é du caralho. Nelsinho Peres não me deixa mentir. O ano passado estiveram entre os indicados para o prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro. Estão viajando o Brasil e recebendo todos os prêmios. Até onde sei farão essas duas únicas apresentações aqui em SP nos dias 24 e 25. Lá no teatro Vento Forte. Trabalho belíssimo. Não deixem de ver de maneira nenhuma. Pode ser oportunidade única.

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Domingo, Outubro 18, 2009

URGENTE

Quinta estréio lá no interior, como venho divulgando aqui. To com um problemão. Preciso de uma réplica de um revolver calibre 38 ou 32. Alguém pode me ajudar? Já tenho autorização do juíz e delegado da cidade pra usá-la.

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Quinta-feira, Outubro 15, 2009

CORRIGIDO

Agora ta ai corrigidíssimo! O desafio agora é fazer a peça a altura da arte gráfica.

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Quarta-feira, Outubro 14, 2009

MATERIAL GRÁFICO

Minha ansiedade é foda. Nem era pra postar agora porque precisa arrumar a ficha técnica do material, mas é que ta tão du caralho que não consigo não divulgar. Corrijo aqui e assim que estiver com o material corrigido, posto de novo. Sem problemas. Arte de quem? A excepcional Patricia Cividanes. Sou fã.

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Assistentes de produção: Viviane Motta, Rodrigo Carlstrom e Elaine de Queiróz

Figurinos: Viviane Motta e Manu Coutinho

Divulgação: Juliano Caetano, Elaine de Queiróz e Rodrigo Carlstrom

A DIVA

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É óbvio. Minha felicidade não seria tanta neste momento, se eu não tivesse contado com a ajuda de algumas pessoas pra me fazer seguir nas horas em que pensava decididamente em desistir. Além das pessoas que cito, tem gente pra cacete envolvida no trabalho e responsáveis por ele. A Elaine de Queiróz e grupo Brincantti estão fazendo de tudo pra peça acontecer lá em Artur Nogueira. Digo, meu grande brother e também o mais novo produtor de SP e por ai vai. Aos poucos vou colocando todos aqui. É muita satisfação.

Tem uma pessoa em especial que teve as manhas mesmo quando excessivamente cansada da rotina diaria de trabalho, de sentar-se ao meu lado na cama e discutir o texto, mostrando-me as merdas etc. Sempre me encorajando a continuar escrevendo-o, montá-lo e tudo mais. É responsável também pelo figurino da peça. To com uma equipe ferrada, porque ela é uma das maiores figurinistas e produtora de moda atualmente. Visto pela quantidade insana de trabalhos que vem pegando. De ficar tipo das 7 da manhã às 4 da madruga do dia seguinte. É sem dúvida nenhuma uma das pessoas mais guerreira e determinada que conheci. E muito mais do que isso é a pessoa mais importantes na minha vida dos últimos tempos. Além de me incentivar profissionalmente e em tudo, é também responsável por uma parte do cara que sou hoje. A vida a dois é uma troca ilimitada. Tenho aprendido muito ao seu lado. É minha garota e uma das mais lindas e inteligentes que conheci. Vivi Motta. Por favor, tirem o zóio.

DIA DE FOLGA

O título é só pra enganar. Por incrível que pareça terei um dia sem ensaio a tarde, mas tenho uma porrada de coisas pra resolver por aqui. Dia 22, quinta-feria, estréia “O HOMEM COM A BALA NA MÃO”, lá em Artur Nogueira. Farei uma temporada relâmpago que vai até o dia 25, domingo, sempre às 20h30. Quem puder ajudar a divulgar, agradeço. E dia 2 de novembro faremos a única apresentação aqui em SP às 19h no Satyros 1, dentro da programação da Satyrianas, às 19h. Quem for daqui se atente.

Sexta-feira, Outubro 09, 2009

CAMINHANDO

Ruy Filho, que é o cara de quem já falei muito aqui e com certeza ainda ouvirão muito este nome, é também o maluco que topou essa parada doida de dirigir meu monólogo. Doida primeiro porque o cara acabou de se recuperar de talvez, uma crise fodida de estresse por excesso de trabalho, onde foi até hospitalizado. Digo talvez, porque ainda está aguardando o resultado dos exames (eu acho). O mais insano é que temos menos de um mês pra estreiar e o nosso tempo não se cruza. Ensaio com o Satyros o dia todo até o começo da noite.

O Ruy da aulas a noite, então temos conseguido nos encontrar nuns horários bem estranhos e  curtos, mesmo assim ouso em dizer que o trampo ta ficando du caralho. Parceria ótima. Escrevo isso, aliás, vão cansar de me ver escrevendo sobre isso daqui pra frente. Enfim, escrevo porque fiquei feliz pra cacete ao me deparar ontem com o que ele escreveu no seu blog sobre o trabalho, o texto etc.

As fotos são da incrível Patricia Cividanes. Que agora tem um site. Só assim pra entenderem porque a considero a melhor designer.


http://patriciacividanes.carbonmade.com/

No blog do Ruy http://antroparticular.blogspot.com/

ainda este ano...

Os amigos não devem estar entendendo nada. Passo os dias cansado, esgotado por pensamentos e trabalhos que me exigem um tempo que não tenho. E mesmo assim assumo a direção de um monólogo? O Homem com a Bala na Mão não é simplesmente um texto. É daqueles que tiram o fôlego já na primeira leitura. Daqueles nos levam a construir toda a encenação logo no primeiro parágrafo. E, como se fosse pouco, escrito por alguém que aprendo a cada dia admirar mais. Paulinho Faria. Os ensaios correm tanto quanto o tempo. Mas em breve estaremos no Satyrianas e depois em temporada. Pra todos que gostam de sair do teatro com o cérebro e coração em chamas.







fotos do ensaio: Patrícia Cividanes

Terça-feira, Outubro 06, 2009

BICICLETAS DE ATALAIA

Nome maneiro. Conheci essa rapaziada na época que eu fazia ALGO NO JEITO COMO ELA SE MOVE do Paulo F.. Eles colaram lá no teatro por acaso, assistiram e curtiram, depois fomos apresentados, tínhamos amigos em comum no elenco etc.

Um pessoal que veio de Sergipe, Recife… não sei exatamente. Uma rapaziada de bom senso, todos gente finíssimas e bem inteligentes. Logo descobri que tinham uma banda, o ROCKASSETES. Fui num show deles uma vez lá na Augusta e curti pra caramba, talentosíssimos, a partir de então comecei acompanhá-los. Não que eu tenha começado a ir em todos os shows. O tempo é o meu maior inimigo. Mas pelo menos virtualmente eu dava um jeito de saber o que tava rolando. Torcendo pelos caras. Era rock n´roll das antigas de primeira qualidade.

O tempo foi passando e começamos a nos comunicar menos. Logo depois nos reencontramos e me contaram que a banda tinha acabado, mas já estavam com uma nova começando a fazer shows por ai. Essa ai do título do post. E quarta dia 14 às 21h eles vão tocar de graça no Studio SP na rua Augusta. To ensaiando até tarde. Se eu conseguir sair mais cedo, não tenho dúvida de que vou colar lá pra prestigiá-los. O video que me mandaram é bem bolado e bem instigante. Boto muita fé neles. Vejam:

Domingo, Outubro 04, 2009

ENSAIOS

To assim. De seg, qua e sexta acordo 6h30 e vou pra academia dar aula de boxe, jiu-jitsu e treinar. Às 10h volto pra casa, como, tomo banho e às 11h, diariamente, volto pra academia pra dar aula de musculação e personal. Às 13h15 saio, almoço e corro pro ensaio que começa às 14h.

To ensaiando a nova peça do grupo Satyros. Com um contrato de 6 meses, du caralho. É um processo colaborativo e to gostando muito. Um elenco afinadíssimo e cheio de vontade. Rodolfo que é o diretor é um dos caras mais generosos com quem já trabalhei.

Quando os ensaios não vão até às 22h. Volto pra casa às 20h pra ensaiar o monólogo com o diretor da cia. Antro Exposto, Ruy Filho. Ta du caralho. É uma as direções que mais gosto aqui em SP. Acertei em cheio convidando-o. 

A Patricia que pra mim é a melhor designer de São Paulo e mulher do Ruy, ta cuidando gentilmente do material gráfico da peça que estréia dia 22 de outubro em Artur Nogueira. O Manu Coutinho, faixa-preta em produção ta correndo atrás e acelerando pra tudo acontecer. O cara foi lançado no mercado por ninguém menos e ninguém mais do que Carla Carmurati.

Às terças e quintas de manhã, sábado e domingo dirijo um outro texto meu que ainda não defini o nome. Quem ta encarando a empreitada é um grande brother e grande ator André Auke e a talentosíssima Gisele Freire, que ainda não conhecia e estou feliz pra caramba com o trampo dela.

Resumindo é isto. Sei que não me perguntaram nada. Mas, apesar do cansaço, a felicidade é tanta que me senti a vontade em partilhar com os amigos e leitores. Espero em breve fazer esse blog voltar a funcionar decentemente.

Domingo, Setembro 27, 2009

QUEBRANDO A PERNA

O MMA vem crescendo dia após dia no mundo e no Brasil. Semana passada eu e meu grande brother Tiago Torraca fomos presenciar o aclamado FCF, organizado por Roberto Godoi. Ganhei o convite do cara. Foi muito bom, apesar da super lotação, mas conseguimos assistir as duas melhores lutas e mais esperadas praticamente das grades do octogon. A nova revelação foi um atleta até então desconhecido pra mim, Charles Oliveira, mais conhecido como Charles du Bronx, de apenas 19 anos. Conseguiu finalizar o imbatível Popó, aliás, pra mim, continua sendo o grande nome do MMA. Ficaria muito feliz em assistir uma revanche entre os dois e espero que isso aconteça logo.

Charles du Bronx luta na categoria até 70kg e soube que foi campeão do Predado Fight no peso e no absoluto, derrotando um adversário com um pouco mais de 100kg. Imaginem o grau do cara.

Enfim. Posto ai um video que não tem nada a ver com o que escrevi até agora. É do UFC e de um lutador que gostava muito, Corey Hill. Foi uma luta chocante. Não durou nem um minuto. Vejam.

Terça-feira, Setembro 22, 2009

CORRE

Até que enfim, ando numa correria boa. Quero ter tempo pra sentar aqui e contar tudo isso. Praticamente tenho ensaiado de manhã, tarde e noite. Em outubro estréio no interior O HOMEM COM A BALA NA MÃO. Em novembro uma outra peça e se tudo correr bem estréio também, À BEIRA DE UM PRECÍPICIO. Um texto meu que estou dirigindo. Enfim. Depois conto mais. A melhor notícia é que um cara de quem sempre falo no blog e que admiro muito o trabalho, topou dirigir o monólogo. Ruy Filho.

Segunda-feira, Setembro 14, 2009

Bora comer farinha

Claro que o buraco é mais embaixo. Mas é du caralho a iniciativa. Eles fazem e eu ajudo a divulgar.

Quinta-feira, Setembro 10, 2009

Peixe no Tambor

Nunca me perguntem de onde sou. Por que não sei responder mesmo. Igual ao sujeito que nunca viu a fuça do seu pai biológico e foi criado desde o berço por um outro cara que cumpriu certinho o papel. Quem é o pai nesta ocasião? Todo mundo gosta de meter o bico no buraco e cuspir, mas cuidar do que vai germinar depois ninguém quer saber. Aquecimento global.

O que sei é que nasci em Lorena no interior de São Paulo. Hoje, considerada uma das cidades mais violentas do estado. Depois sai peregrinando por ai com a minha mãe e/ou sozinho. Era meio que jogado de um canto ao outro. Isso é uma outra história.

Nestas peregrinações acabei tendo uma afinidade maior com Piracicaba, onde me formei em Ed Física e ainda me aventurei por vários estados e cidades do Brasil e Europa com o grupo de teatro Andaime. Fora a infinidades de amigos que fiz.

Este fim de semana, eu, Vivi e outros dois brothers que dividem ap. comigo acordamos e resolvemos dar um pulo em Piracicaba. Tava chovendo pra cacete, mas como tínhamos isso como meta, não arredamos pé. Foi tudo de última hora e nem tive como avisar os amigos de lá. Até quis ligar pra alguns, mas não ia faze-los sair debaixo de chuva.

Até tinha um roteiro em mente, mas por causa do biruta do tempo tivemos que descumprir. Paramos no Engenho Central pra prestigiar o Salão de Humor que é um evento bem legal que acontece todo o ano e depois ali na rua do Porto mesmo, fomos comer o famoso peixe no tambor. Só de lembrar já me deixa com água na boca.

Piracicaba não fica mais do que 150 km, vale a pena fazer essa aventura só pra provar este peixe. A rua do Porto é uma rua cheia de bares descolados que beira o famoso “Rio de Piracicaba”. Tem história pra cacete ali. Bom demais. Por isso me divirto lendo o blog do escritor e amigo caipiracicabano Camilo Quartarollo que ta linkado ai do lado. É uma nostalgia fodida. Ter vivido nesta cidade durante quatro anos foi… (sem palavras.) O importante é que to sempre em contato.

O Rodrigo Alves é um jornalista do maior jornal de lá e foi ele quem fez uma matéria comigo, por causa da minha participação no longa do Lula. Na medida do possível vou acompanhando seu blog pra ficar por dentro das notícias. Ele está no link ai também. As tirinhas que seguem abaixo, tunguei dele. Fazem parte do Salão de Humor. Curti pra caramba. Se liguem.

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Terça-feira, Setembro 08, 2009

VIOLÊNCIA

Já falei muito sobre Thiago Duran Nogueira nos antigos blogs. Eu fui seguidor assíduo de um blog que teve há muito tempo. Dai desencanou e agora vira e mexe, ele faz um blog e depois muda e acabo nunca encontrando-o. Esses dias resolvi procurar por ai pra saber se ele estava com algum novo. Gosto de acompanhá-lo. O cara escreve muito e tem um senso critíco ferrado. E trampa com teatro também. Corre atrás do seu trampo sozinho. Escreve, dirige, atua etc. Ta se dando bem pra cacete com o humor. Ainda não fui assisti-lo porque sempre estamos em cartaz nas mesmas datas. Acontece que hoje encontrei seu blog e junto a notícia de que um brother seu, também escritor foi espancado por seguranças numa boate aqui em SP. Nem vou me estender, porque o cara fez um video e jogou no youtube. O minímo que podemos fazer é divulgar. Essas covardias acontecem diariamente em todos os lugares. Quem não leu a treta que arrumei com os motoboys alguns posts abaixo. Isso porque raramente saio de casa. Não gosto de baladas e quem frequenta sabe que está sujeito a tudo mesmo, mas nada justifica um espancamento covarde como este. Nem foi pau a pau. Foram vários contra um. Tomara que essa porra vá a falência e esses malucos fiquem desempregados, pra quem sabe assim, valorizarem o trampo que tem. Mais informações no blog do meu brother Thiago Duran. Pra acessá-lo clique ai http://humoristafalido.blogspot.com/ ou no link ao lado.

Quinta-feira, Setembro 03, 2009

FOTOS DA SEMANA

ARTUR NOGUEIRA E PICO DO JARAGUÁ

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Terça-feira, Agosto 25, 2009

CICLO DE CU É ROLA

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É só mais um ciclo. O motivo talvez de muitas comemorações deve ser o alívio de sacarmos que temos menos um ano aqui nesta vida. Não sei o quanto vai durar. Não entendo e nunca entendi a palavra “parabéns”, apesar de usá-la, às vezes, condicionalmente. Um telefonema de siga em frente não é menos romântico, óbvio, do que telefonemas de alguém dizendo que amanhã morrerá. Todo mundo se vai, mas tem horas que nos esquecemos disso e, porque insistem em nos lembrar? Quero dormir sem os freqüentes pesadelos. Os descreveria aqui com o maior prazer, mas só lembro de flores cinzentas, no telhado de um sobrado. Palavras, palavras e mais palavras, nunca farão sentido algum. Gosto mesmo das melodias tristes que tocam repetitivamente na minha vitrola. Gosto de parques, gangorras, balanços, mas estes não agüentam mais o meu peso. Comprei uma cortina escura pro Sol não mostrar mais o chão lá debaixo. O chão mijado e cagado pelos cães, com milhares de gosmas amarelas de baratas esmagadas e camundongos solitários que cumprem o dever do passeio noturno, disputando com uma andarilha restos de comidas despejadas por algum restaurante com o outdoor luminoso de néon. Menos um ano. É um alívio.

Sábado, Agosto 22, 2009

DOG METAL

- É ROCK N´ROLL, MEU BROTHER!

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Quarta-feira, Agosto 19, 2009

FOTOS DA SEMANA

Não consegui cumprir com as palavras, mesmo com atraso ai vão algumas.

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Segunda-feira, Agosto 17, 2009

FIM DE SEGUNDA

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Quinta-feira, Agosto 13, 2009

SEM JUSTIFICATIVAS

Tem gente que frequenta aqui que nem imagino. Na rua andaram me perguntando porque está tão parado. Cansei de ficar tentando me justificar, mas o monólogo ainda continua me consumindo e não ando com vontade, ou nem inspirado pra novos textos. Então enquanto não arrumo um tempo decente pra este blog, volto a postar velhos textos para novos frequentadores.

Às vezes

Quantas vezes quase fomos atropelados porque a garota do outro lado da rua é sempre bem mais interessante do que o semáforo e o carro que vem feito uma bala em nossa direção.

Milhões de outras vezes quase morremos por elas de outras várias formas e nem se quer somos notados. Perdi as contas das vezes que eu quis convida-la para ser meu par nos bailes da escola, mas não o fiz por causa de um bendito frio na barriga.

Várias vezes enviei bilhetes sem assinatura e nunca recebi sequer uma resposta. Sempre me disseram que filmes não fazem bem, mas sempre os assisto, sempre os odeio. Por causa deles fico esperando o carteiro jogar cartas de amor por debaixo da porta, ou passo o dia clicando com o mouse no botão atualizar da minha caixa postal, com a absoluta certeza de que aparecerá um extenso email com declarações da tão sonhada garota.

Tantas vezes lhe telefonei e fiquei em silêncio só pra ouvir a doce voz do outro lado da linha. Todos os dias me sinto incompreendido. E na verdade só queremos alguém pra cochichar em nossos ouvidos canções silenciosas, ou nos acompanhar no supermercado, ajudar escolher roupas e cuecas no armário. Na verdade só queremos alguém pra abraçarmos e chorarmos, apertarmos e dizer o quão importante e feliz ela faz nos sentir. Alguém pra dividir sonhos e ler poesias.

Sou um cara jogado na calçada com uma blusa xadrez, calça jeans e um par de tênis velho. Sabe aquela garota que gosta da estrada, do vento soprando no cabelo? Aquela garota que dorme com a gente em qualquer pardieiro. O frio berra lá fora, enquanto aqui um calor desgraçado. Lágrimas descem como um alpinista desgovernado. É uma sensação de solidão. Não escolhi isto. É apenas um hábito.

Terça-feira, Agosto 11, 2009

ARCO-IRU?

Que porra é essa? Só no programa do Silvio Santos.

Terça-feira, Agosto 04, 2009

CONGESTIONAMENTO

- Putz, ta tudo parado lá na frente. É melhor eu voltar.

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Sábado, Agosto 01, 2009

Em prol dos animais

Fazia tempo que não aparecia um video tão bom pela internet. É um pouco longo, mas vale cada minuto.

Quinta-feira, Julho 30, 2009

DIA CINZENTO

Ontem foi aniversário da Marina. Hoje tem som na Coletivo Galeria. E só.

Terça-feira, Julho 28, 2009

Moda Verão

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Terça-feira, Julho 21, 2009

FOTOS DA SEMANA

Já que ando sem nada pra dizer. E tenho curtido muito fotografia. Vou tentar toda semana selecionar algumas que ando tirando por ai e postar aqui. No flickr tem mais coisas. Enfim. Espero ser fiel à idéia e fazer isso sempre.

SÃO ROQUE-SP:

 

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Segunda-feira, Julho 13, 2009

FANTASMA

Parece que faz tempo que este video circula pela internet e só agora descobri-o. É o caso de um fantasma registrado pelas câmeras de um hotel em Cingapura. Tudo acontece mais pro fim do video. Se alguém sabe de algo, me diz, porque estou abismado.

Sábado, Julho 11, 2009

AMIGO EMO

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Sexta-feira, Julho 03, 2009

DIVERSÃO

Sexta é o dia dos sonhos. Dia de diversão. Que o diga este casal apaixonado. Esta foto veio por email enviado pela mãe sexagenária do meu grande brother Rodrigo. Bom fim de semana a todos.

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REESTREIA

Essa é uma das peças do Marião que mais gosto. Assisti várias vezes e hoje começa a temporada. Não deixem de ver de jeito nenhum. Parece que não vai ficar muito tempo.

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Quarta-feira, Julho 01, 2009

VENDAVAL

tulipas

E tem essa coisa do amor que não entra na cabeça de jeito nenhum. Vou seguindo em frente. Não encontro explicação pra uma coisa que não sei o que é. Tomo um chuto na bunda e continuo seguindo. É um empurrão na verdade. Já devia ter desistido de tudo, mas essa merda não deixa. E tem também a porcaria da solidão que parece um fantasma fazendo buuu no pé do ouvido. Olho sempre reto e é um breu danado. Sem cautela nenhuma tento descobrir onde posso pisar.

E a bomba relógio dentro da cabeça, que pode explodir daqui a pouco?

Nem vai dar tempo de atirá-la contra a janela pra me divertir vendo os estilhaços pelo chão.

Então sigo martelando, insistindo nessa merda toda. Sinceramente já me convenci e me convenceram de que não nasci pra nada disso. Daqui a pouco pego minha viola, marco um encontro com o Zé Buscapé e ficamos na varanda do seu rancho cantarolando algum blues caipira e contando quantos carneiros pulam a cerca. E tem essa coisa de vida que também não consigo engolir. Chega dessa putaria toda.

Opa! Foi outro vendaval. Por isso dei uma pausa no texto, sem avisar ninguém. Agora estão sabendo. Mesmo assim não deu tempo de fechar toda a janela. Não imagino quanto tempo vou gastar pra por tudo no lugar.

Ando preferindo mesmo bater cartão em alguma firma, ter férias, décimo terceiro, final de semana e dinheiro todo mês. Quero comprar tulipas pro jardim da minha garota. Sorrir como o gato de Alice no país das maravilhas a puta que pariu. Descobrir onde é que dói tanto. Foda-se.

Terça-feira, Junho 30, 2009

MARIDOS EXCEPCIONAIS

Que nosso país está atrasado num monte de coisas em relação aos outros países do mundo todo, não é nenhuma novidade. Mas tem algo que nunca tinha pensado a respeito até receber isso por email. Nós homens brasileiros estamos realmente atrasados na relação com nossas mulheres. Observem:

OS GREGOS

3 

OS POLONESES

2

OS IRLANDESES

O que mais me comove nesta foto é a ternura com que ele toma a mão de sua esposa.

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Claro, os americanos

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e os mexicanos não poderiam ficar de fora.

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Quinta-feira, Junho 25, 2009

Monte Inverno

Já falei do meu brother Guilherme por aqui. Ele é vocalista da banda Rosa de Saron. Ele é como um irmão. Passamos a maior parte da adolescencia juntos. Entrando em roubadas e fazendo merda. Cada um seguiu teu rumo e agora nos vemos bem pouco e vamos nos comunicando por email, msn etc. Onde trampo os malucos deixam na rádio o dia inteiro. Eu não tenho muito hábito de ouvir rádio em casa, mas vira e mexe ta sempre rolando um som dos caras e por isso resolvi por este post. Disse por aqui também que não é o tipo de som que gosto e ele sabe disso, mas como o cara é meu irmão ouço o que ele faz e admiro pra cacete e acho du caralho. Uma coisa é indiscutível, o moleque canta muito, mesmo com seus trejeitos. Ganhou um prêmio recentemente de melhor cantor. Bom, nesta sexta deixo-os com um pouco do seu trampo. Tem bastante coisa no youtube. Esse é o primeiro DVD que produziram. Tinham muita pouca grana e ficaram devendo até as cuecas, mas agora já era. Valeu o esforço.

Como o video de cima não quer abrir. Mando mais um.

Quinta-feira, Junho 18, 2009

A PIOR COISA QUE ME ACONTECEU POR ESSES DIAS

lotado

Tomei um susto hoje pela manhã quando vi meu rosto na primeira página do principal jornal de São Paulo. Bebi meu café olhando atentamente pra foto, pra me certificar de que era eu mesmo. Sabe como é quando a gente acorda!? Até a ficha cair... Lavei a cara umas 5 vezes pra não restar dúvida nenhuma. Ao abrir o caderno principal, lá estava minha ignóbil figura preenchendo quase toda a página da matéria. Difícil acreditar. Juro que nunca almejei isto, mas aconteceu. E quando eu menos esperava. A-con-te-ceu.

Quem me conhece sabe que não sou de brigas, mas já fui. A última briga foi pra defender um amigo que estava apanhando na porta do colégio de uns 4 caras enormes. Eu tinha 13 anos, ainda não raciocinava direito, então cai na besteira de querer ajudá-lo. Que merda! Dói só de lembrar a surra. Tudo pra tentar impressionar uma garota, que nunca mais vi. Mesmo fazendo muito tempo é inevitável não me recordar deste episódio quando vejo as marcas e cicatrizes que guardo de lembrança daquele dia. Devo admitir que por um lado foi bom, pois isto me fez nunca mais querer me envolver em brigas dos outros, ou melhor, em briga nenhuma. Também convenhamos, puta covardia. 4 gigantes contra dois franzinos. “Vai ser burro assim lá na casa do c...” – exclamo pra mim mesmo, frequentemente.

Hoje gosto de lutas esportivas e todo fim de tarde saio pra fazer uns treinos e levo comigo minha mochila gigante cheia de coisas. É longe pra cacete e sempre saio de casa no horário de pico de São Paulo. Tenho que enfrentar uma hora de viagem de ônibus lotado com a imensa mochila nas costas. É neguinho olhando feio o tempo todo. Um empurra-empurra fodido e eu e minha mochila lá. Sei que é foda, mas não tenho outra saída.

Ontem aconteceu a cagada toda. Busão transbordando, eu pedindo licença, todos colaborando e no fim do corredor, um cara de costas, ouvindo walkman, ocupando todo o corredor do busão. Fiquei atrás pedindo licença e o filho da puta não se moveu. Passei atropelando, dai ele vira pra mim e fala:

- Cara folgado... A mochila tem que passar primeiro sempre.

Fingi que não ouvi, exatamente porque não estava num dos meus melhores dias, insistente ele continua:

- Sempre tem um engraçadinho que quer ser diferente.

Quando ele disse isso o sangue subiu pela cabeça, mas procurei me conter pra não fazer besteira maior e só retruquei, igual criança mesmo:

- A mochila é minha e faço dela o que bem entender.

Ficou me olhando feio durante uns 5 minutos. Até então não havia me encarado ainda. Não aguentei e perguntei o que foi? Nem respondeu e veio pra cima direto com um cruzado. Me esquivei e já emendei uma voadora no seu peito que o deixou caído ali com os olhos bem esbugalhados e ofegante olhando pra minha fuça com cara de bosta. A cagada é que do nada apareceram mais dois caras que vieram pra cima com tudo. Fui mais esperto e antes da porrada deles me acertar, dei dois socos no nariz de um e um chute giratório na orelha do outro. Ninguém ficou em pé e o ônibus todo se pôs contra mim. Eu só estava me defendo, poxa. Quando eu vi que a chapa ia esquentar pro meu lado, tentei fugir por cima dos bancos pisando na cabeça de quem estava sentado. O ônibus tava em movimento e o cobrador logo percebeu que eu tinha gerado a desordem ali e quando eu estava pra saltar pela janela, ele conseguiu me segurar, mas provido de muita esperteza dei-lhe uma cotovelada no queixo que o nocauteou na hora.

O morfético do motorista que assistia tudo pelo retrovisor em silêncio, pra evitar que eu fugisse pisou fundo no acelerador. Irritado, caminhei sorrateiramente até ele e apliquei-lhe uma gravata, fazendo-o apagar e ai assumi a direção. Pra completar a minha sorte, logo a frente avisto uma barreira de carro da polícia, onde sou obrigado parar, pisando seco no freio, pra não fazer mais cagada. Todo mundo do ônibus veio parar na frente.

Os policiais invadiram o busão armados até os dentes. Perguntavam apenas onde estavam os filhos das putas. E os filhos das putas dos passageiros, apontaram pra mim, sem nenhuma hesitação. Os gambé nem quiseram ouvir explicação nenhuma e vieram pra cima feito boi bravo, se não fosse um dos policiais gritar lá do fundo:

- Achei os filhos das putas. Estão todos aqui no chão.

Acho que eu teria rodado bem. Todos os lazarento dos passageiros que quiseram me foder, agora em silêncio voltaram seus olhares admirados pra mim e começaram aplaudir. Palhaçada!!! Prefiro nem comentar nada. O chefe da polícia perguntou meu nome, apertou minha mão e me levantou no ombro. Puta mico! E um bando de micos ovacionando atrás. Uma multidão já me esperava na porta do ônibus. Repórteres, câmeras, fotógrafos. Flashes daqui e dali e essa putaria toda que fazem quando acreditam que alguém é importante. Não acreditava. Fiquei feliz, me senti um herói, me chamaram de herói. Parece que fiz algo bacana pelo menos uma vez na vida.

Quando a ficha começou cair tudo aquilo começou me encher o saco e pedi pra sair dali. Tenho um pouco de fobia. Que nada, sou misógino mesmo. Comecei correr e um monte de gente veio atrás. Que merda. Não consegui nem ir pro treino. Tive que voltar pra casa. Descobriram onde eu morava e ficaram a madrugada toda gritando na minha janela. Mandei todo mundo a merda e ignorei-os, achando que não fosse acontecer nada. Os vizinhos se assustaram. Depois de toda a loucura, quando tudo pareceu mais calmo, deitei e descansei. Olhei discretamente pela janela e tinha uns peças dormindo sentados na minha porta. Se foda! Quando acordei... Tudo pareceu só um pesadelo, mas quando olhei la fora de novo, vi alguns sujeitos se levantando e saindo dali, resmungando. Fui pra cozinha peguei o café abri o jornal e o que vejo? Essa semana to realmente fodido.

Sábado, Junho 13, 2009

PEGA NELA

 

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Essa mina é firmeza. Bonita, inteligente, charmosa, cheirosa, elegante, advogada, produtora de moda, personal stylist e mais um pouco. Até a esposa do seo Silvio (Santos) ela anda vestindo pra ir na Hebe. Faz um corre diário atrás do seu ganha pão. Corre danado mesmo. Não pára, não chora e não reclama. Admiro-a e muito. Por tudo isso, pela sua inteligência acima da média, pelo seu carinho etc etc etc. Faz um ano que nos conhecemos, pra minha sorte. Tem história pra cacete neste tempo todo, ou neste pouco tempo. Sou besta pra cacete, na maioria das vezes. Hoje é o aniversário dela. Registro aqui toda minha alegria de poder compartilhar isso ao seu lado. Desejo muito mais força, sucesso, felicidades, blá, blá, blá. Desejo tudo que posso desejar a mim mesmo. Nos conhecemos uma semana antes disso, no aniversário de outra amiga. Parece que todo mundo resolveu fazer aniversário neste mês. É foda. Não vou dar presente pra ninguém, já vou avisando. Bom, é isso. Quer dizer, não é só isso, mas por enquanto páro por aqui e a história vai se construindo com o tempo. Bem, estou eu. Pois sou eu que dou uns pega nela. Há um ano.

Domingo, Junho 07, 2009

BITO

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- Nossa que “Changeman!”

- ???

Vou enviar uma carta pro Guiness. Tenho certeza que vou entrar como o perito em roubadas.

Quem me conhece sabe o perrengue que vivo. Tempos atrás, andei com a sorte perto de mim, descolei uma grana boa até. A grande merda é que não sabia exatamente o que fazer com tanto dinheiro. Aquele velho ditado: “quem nunca comeu melado, quando come se lambuza.” Estava cansado de ficar de busão lotado pra baixo e pra cima. Metrô é asfixiante. Como a grana era boa resolvi ir até a Av. Europa e comprar algum carro de lá. Claro, quem conhece a avenida deve imaginar o quanto de grana se gasta em algum carro por ali. Eu tava decidido, nem que fosse pra tirar da loja e revendê-lo no dia seguinte, mas queria pelo menos uma vez na vida ser dono de qualquer carrão. Fui numa loja de carros costumizados que há muito tempo cobiçava. Monstruosos. A tarde tinha passado no banco e sacado todo meu dinheiro pra fazer bonito na hora. Puta cagaço andar com tudo aquilo no bolso. Uma maçarola gigantesca de notas de 100 pilas. Descolei um belo terno, pra fazer uma panca e não parecer nenhum assaltante e comprei o possante. Paguei no ato e em dinheiro tirado do bolso na frente do vendedor. O cara ficou estático boquiaberto quando viu. Verificou bem as notas e certificou-se de que não eram falsas. Puta sensação boa.

- É que sou ator. – Expliquei.

Lá estava eu com o carango dos meus sonhos. Não acreditava. Era fim de tarde e não queria sair de dentro dele nem fodendo, vai que no dia seguinte realmente tivesse que devolvê-lo pra pagar o resto das contas. O sonho pode acabar. Fiquei rodando pela cidade horas à esmo. Comecei me sentir cansado. Resolvi que ia parar na vila Olímpia, já que nunca tinha ido lá. Sempre ouvi dizer que as garotas mais cheirosas e lindas freqüentam lá, em contrapartida são bem caras. Tinha sobrado um pouquinho de dinheiro. Cheguei. Estava tudo lotado. Abri bem os vidros do carro para todos me verem. Pelo retrovisor via as pessoas com os olhos grudados na minha máquina possante. Parei no manobrista. Deixei a chave e adentrei o recinto, lentamente.

Do outro lado da pista bati os olhos numa das garotas mais lindas daquela noite. Isto depois de horas lá dentro. Tava escuro demais e não consegui ver detalhes. Aproveitei minha alta autoestima comprada e sorrateiramente aproximei-me e cochichei em seu ouvido:

- A música aqui está muito alta. Gostaria de me acompanhar pra um lugar mais silencioso?

- Não.

Óbvio que ela diria isto. Faria seu jogo feminino. Nem precisei insistir muito e já estávamos esperando o manobrista trazer meu carro. Quando chegou, fiquei olhando-a de canto de olho pra ver sua reação que foi... deixa pra lá. Deixei o dinheiro e disse que o resto era comigo. Gentilmente abri a porta do carro para ela, dei a volta pela frente e entrei. Ela me sorriu pela primeira vez naquela noite. Foi só assim, sob a luz de néon que vinha do retrovisor central que pude ver que lhe faltava um canino. Fingi que não tinha visto aquilo, pra não constrangê-la e nem para me desanimar. Era muito investimento pro dia, pra acabar assim. Foi então que ela soltou:

- Nossa, você é um Changeman!

- ???

Existia a possibilidade dela ter um senso de humor bem aguçado, mas... Pra tentar descontrair perguntei se ela queria ouvir alguma música. Ela disse que adorava ouvir música no carro. Quis saber se tinha alguma preferência e ela disse que não. “Fodeu”- pensei. Deve ser do tipo que tirando sertanejo, axé e pagode, qualquer coisa ta bom. Eu não tinha nenhum cd no carro, então coloquei na 102.1 FM. Pelo horário era a menos mal. Estava tocando Beatles. Numa de puxar assunto, mandei:

- Você curte Beatles?

Pensou, pensou e depois de muito pensar:

- Bito, Bito, Bito... bom, assim de nome não to muito lembrada não, mas parece que é bom. Meio agitado, né?

Realmente ela não estava de gozação. Não tinha um humor aguçado e eu realmente tinha acabado de me enfiar numa roubada. Sem novidades. Achei melhor levá-la pra casa e me livrar logo da encrenca. O foda foi quando ela disse onde morava. Pra lá de Itaquera. Praticamente uma viagem. Mais longe do que Campinas à Artur Nogueira, ou São Paulo à São José do Campos. Um pouco mais foda, porque... o trânsito desta cidade dispensa qualquer tipo de comentário. “Caralho”. Lá fomos nós. “E agora? To fodido mesmo.”

No meio do caminho, eis que uma luz parece me iluminar e me surge uma idéia fenomenal.

- Você ta ouvindo esse barulho?

- Não.

- É alguma coisa estranha. Deve ser no pneu do carro.

Aproveitei pela última vez talvez, poder inflar meu ego.

– Merda, carro velho é assim mesmo.

Não dava pra terminar sem soltar essa. Parei.

- Fica ai. Vou dar uma olhada deste lado.

Fui, disfarcei e voltei. Sentei novamente, respirei fundo meio impaciente e ela numa de ser agradável, perguntou:

- E ai o que foi?

- Deste lado não tem nada. Dá uma olhada ai do seu.

- Claro – Sorriu.

Quando desceu pra olhar. Rapidamente bati a porta do carro. Travei e acelerei. Pelo retrovisor a vi acenando e depois desconsolada abaixou a cabeça. Achei até engraçado. Ela estava perto de uma estação de metrô. Quantas vezes não vi o sol nascer esperando um busão, enquanto vários playboys com seus carros possantes passavam por mim e tiravam um sarrinho. Ela não ia ficar na mão. Em meia hora os metros começariam funcionar. Não estava sendo nada cruel e nem queria me vingar. Só não ia viajar de madrugada. Eu tava cansado pra cacete. Afinal tive um dia de cão.

Terça-feira, Junho 02, 2009

HOJE ESTRÉIA

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Terça-feira, Maio 26, 2009

DA MINHA JANELA

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Quarta-feira, Maio 20, 2009

O PORTEIRO ZÉ E SUAS PÉROLAS NOTURNAS

Quando me mudei pra este prédio em Pinheiros, fiquei bem amigo do porteiro da noite, o Zé. As vezes ficava horas e horas trocando idéias com ele. Estava desempregado e não tinha hora pra acordar, então ficava lá. Hoje em dia não da mais, mas na medida do possível, sempre fico pra bater um papo rápido. Ele gosta pra caramba de televisão, principalmente essas séries de violência. Tem uma que passa toda segunda na record. Nunca perdeu nenhum capítulo. Ele fica atento esperando começar. Gosta pra caramba também de Prison Break. Se amarra mesmo. É raro não vê-lo assistindo. Pra atravessar a madrugada fria sozinho, tem que ter alguma distração mesmo. Se não o cara endoidece. 8 horas no mais absoluto silêncio é punk. Ele gostava de ler jornal, mas o sindíco o proibiu. Se ele quisesse isso (silêncio), teria escolhido ir pra um mosteiro, sei lá. Descobri um tempo atrás que ele foi baterista de várias bandas e até tocou com uns nomes importantes da época dele. Veio do nordeste, como a maioria dos outros porteiros, não conhece muita coisa ainda não. Mora numa vila simples na zona Sul. Deve ser uns 4 anos mais velho do que eu. Largou a vida de músico pra poder ficar mais tempo com a mulher e o filho. Há quase 15 anos trabalha de porteiro. Hoje quando cheguei entrei no prédio notei que a televisão estava desligada e ele bem quieto no canto de braços cruzado. Perguntei porque ele estava quieto. Ele disse que não tinha nada na televisão. Aquele horário era ruim. Tava passando Jô Soares e ele não gosta. Acha muito chato. Finalizou dizendo:

“Jô Soares só é legal quando está de férias, porque dai passa um monte de séries boas no horário dele.”

Esse sabe das coisas.

UMA DUPLA QUE DEU CERTO

Thiago Luciano e Beto Schultz se não me engano se conheceram num curso de teatro. Além da grande amizade resolveram fazer parceria em trabalhos. Sempre um dando uma mão pro outro e desenvolvendo projetos juntos. São pirados em cinema. Estão sempre envolvidos em produções próprias. Numa brincadeira dessas fizeram um longa, sem pretensão nenhuma. São raladores. Não ficam esperando cair do céu não. Vão atrás e fazem. Do jeito deles, mas fazem. Sempre conseguem reunir um pessoal legal nos trabalhos e amanhã vai rolar a estréia de um curta deles lá no HSBC. Claro, fui convidado pessoalmente e por isso não deixarei de ir de jeito nenhum.

_convite INOCENTE

O MONÓLOGO DA VELHA APRESENTADORA

Já falei rapidamente sobre essa peça aqui. É o primeiro texto pra teatro montado do grande escritor e amigo Marcelo Mirisola. A critíca infelizmente não deu nenhuma nota digna para a peça. Mirisola escreveu a respeito. Se ele permitir postarei. Bom, confesso que no começo resisti um pouco em assistir. Estava curioso pra ver o texto do Mirisola, mas ao mesmo tempo tinha um pouco de medo, por causa do elenco. Me arrependo profundamente em não ter ido antes. Uma peça exatamente do jeito que gosto. Sem firulas nenhuma e que dá o recado. Alberto Guzik se encaixou perfeitamente no papel. Se eu estivesse com tempo iria sem dúvidas outras vezes, mas pra quem não foi ainda, esta semana (quarta e quinta) e semana que vem, nos mesmos dias, serão as últimas apresentações. Pra quem ta afim de ver algo inteligente, de humor ácido e bem porradeiro. Não pode perder.

Flyer Monólogo da Velha Apresentadora

“Monólogo da Velha Apresentadora” mostra o desabafo da velha Febe Camacho, que vem do teatro de revista e dos tempos históricos da televisão brasileira. Ela está furiosa porque sua empregada foi seqüestrada e exigem dinheiro para liberar a mulher.
Febe chega a pensar em não pagar o resgate e deixar a empregada entregue à própria sorte. Mas os sequestradores ameaçam denunciar a velha e famosa apresentadora por “falta de sensibilidade social”. Febe aproveita então seu programa para desabafar. Compara seus tempos com os tempos atuais, xinga, briga, faz confissões que envolvem presidentes e altos mandatários do país, lembra dos tempos da revista, de seu começo na televisão.
A velha apresentadora vai revelando aos poucos que tem muita raiva e muitos preconceitos. E aproveita esse momento para dizer com total franqueza tudo que pensa. É uma comédia com ácido cítrico, como costuma fazer Mirisola, que não tem papas na língua e nem nos dedos para escrever o que pensa e para sacudir a pasmaceira, as acomodações, a passividade.

Fonte: http://satyros.uol.com.br/noticia.asp?id_destaque=32

Quinta-feira, Maio 14, 2009

BLOG SOBRE BOXE

Essa dica é do grande Pedro Pellegrino. Já fucei no blog. Boxe está entre os esportes que mais gosto. Não conheço tanto quanto o cara do blog. Só sei colocar a luva e ir pro abate. Confiram lá. Legal pra cacete.

http://blog.estadao.com.br/blog/baldini/

Quarta-feira, Maio 13, 2009

Cividanes

Conheço poucos fotógrafos, designers etc. E os que conheço gosto do trabalho. Fotografia é um negócio que tem me atraido muito ultimamente. Juntei uma graninha e comprei uma máquina bem legal agora e ando por ai fotografando tudo o tempo todo. Assunto pra outro post, porque este é pra divulgar o novo blog que acabei de descobrir, porque também acabou de ser criado. É de uma das melhores designer gráfica que conheço e mulher de um dos diretores de teatro de quem mais tenho gostado de ver os trabalhos. Ruy Filho de quem já falei algumas vezes aqui. Patricia Cividanes, sua mulher, é responsável por todo o trabalho gráfico da Cia Antro Exposto. Sem medo de dizer. Os trampos são de tirar o chapéu. Acabei de ler o texto de apresentação e achei du caralho, bem receptivo. Volto sempre. “Quer dizer sempre que eu entrar na internet, pois tem sido raro.” Vale a pena conferir.

http://patriciacividanes.blogspot.com/

ESTA COROA VALE OURO

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Minha mãe passou os dias das mães aqui em casa comigo. Fui mais presenteado do que a presenteei. Desde moleque sempre ficamos muito distantes. Coisas da vida. Enquanto ela ia tentando acertar a vida eu morava com uns tios e tudo mais. Ela casou e já me tinha. A família do marido não aceitava muito a situação. Então pro negócio ir se alinhando, eu passei uma parte da infância em Taubaté com suas irmãs. Devo ter ido morar definitivamente com ela aos 5 ou 6 anos de idade. Com 14 anos eu já tinha decidido morar fora pra estudar em outra cidade. Fui. Quando me formei, ela foi morar fora do país com o marido e o outro filho. Dai em diante, conseguimos nos ver vez ou outra. Eu continuei rodando e hoje estou em São Paulo. Há quase 10 anos. Vida nomade. Quase 15 anos se passaram e ela está de volta. E sempre que pode vem ficar uns dias comigo pra fugir da rotina interiorana, casamento saturado etc. E ter a companhia um do outro.

É emocionalmente desequilibrada, mas é a pessoa mais figura que conheço. No café da manhã já abre logo uma latinha de cerveja e só pára pouco antes de dormir. Nem comida ela bota pra baixo. Não sei como consegue. Fuma que nem um gambá. Acho que o organismo dela já está invulnerável.

Mês retrasado veio pra passar um dia comigo e acabou passando 7. Veio só com a famosa bolsa de mulher. Sem roupa nenhuma. Pegou meus moletons emprestados e tudo mais. Sou bem maior do que ela. Ficava parecendo vocalista de Hip-Hop nas minhas roupas. Andando pelo quarteirão encontrou umas coisas baratas e descartáveis pra vestir e assim foi. Acordava cedo, preparava o almoço, pegava uma cerveja e descia. Sentava na frente do prédio com o Jair. O Jair é um cara legal que vem todos os dias pra cá. É aleijado das pernas. Nasceu assim. Todos da região estão acostumados com ele. O pessoal passa, o cumprimenta, bate um papo e deixa uma moeda. Sujeito alto astral pra caramba. Carismático. Minha mãe pagava umas brejas pra ele e ficavam lá a tarde toda dando risadas.

A coroa estudou pouco na vida, mas é capaz de fazer qualquer um rir. Quando exagera na bebida fica um pouco pedante e agressiva. É de longe a pessoa mais acolhedora que conheci até hoje.

Tinha acabado de tirar a carta de motorista. Eu devia ter uns 9 anos. Moravamos em Campinas. Ela me acordou de madrugada chorando. Encheu o carro de comida e cobertor. Era uma noite de inverno. E fez eu ir com ela até o Taquaral pra deixar aquelas coisas pra uns moleques que tinha conhecido na rua naquele dia. Quando os viu jogado na calçada, começou chorar, os abraçou, cobriu-os com os cobertores, deixou comida, falou um pouco e quando eles voltaram a dormir, partimos. E aquilo nunca mais saiu da minha cabeça. E muita coisa em mim mudou por causa disso. Ela deve ter lembrado a infância dura que teve na rua. Ficou órfã com 13 anos e dai teve que se virar. Passou fome e a merda toda.

Não quer que ninguém passe pelo que passou. Não me assusta o seu desequilibrio emocional, mas tem hora que é foda de aguentar. Apesar de tudo, é a pessoa mais especial da minha vida. A única coisa que quero é que ela dure muitos anos ainda, pra eu poder de alguma forma retribuir a tudo que já me fez. Pra eu poder ter sua companhia sempre por perto. Porque até que enfim agora vamos conseguir passar mais tempo juntos.

SOB O POR DO SOL EM ALGUMA CIDADE DO INTERIOR DE SÃO PAULO

Enquanto escrevia o texto abaixo, me lembrei de quando era moleque e morava no interior. Sem compromisso nenhum, passava a maior parte do dia em cima de uma bike pra baixo e pra cima, sempre com algum amigo.

Se tem algo legal pra se fazer no interior, é sentar em algum lugar na parte mais alta da cidade e ver o por do sol. Numa época fazia isso religiosamente. Depois voltava pra casa, tomava banho, rangava, jogava um pouco de video game. Ligava pra alguma garota, colocava a cabeça no travesseiro e esperava o sono bater. O sono suave e tranquilo. Repousava. Bom demais pra ser verdade.

Lembrei que sempre antes do sono chegar eu pensava. “Na vida o homem só precisa de uma bicicleta velha, uma bela garota, o por do sol e bons amigos. Nada mais do que isso.”

FAMÍLIA JIU-JITSU

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Bem ao contrário do que todos pensam, o jiu-jitsu é um esporte bacana. Há um tempo atrás, quando foi provado ser uma das artes marciais mais eficientes para defesa pessoal etc, o esporte ficou malvisto, pois começaram aparecer os conhecidos “Pitboys”. Os caras de cabelos curtos, orelhas couve-flor, bombados e com uma corrente pendurada no pescoço. Eles saiam exclusivamente para arrumar encrenca. Era moda.

Algumas pessoas mais centradas até escondiam que praticavam, por conta disso. Mas hoje em dia a história é diferente. O esporte tem se profissionalizado cada vez mais, junto com o MMA (Vale-Tudo). Então os mais enérgicos ao invés de arrumarem encrenca na rua vão pros ringues e ainda ganham uma grana. Já me enfiei nisto no passado. Não é tão punk quanto parece aos olhos, pois quem está ali em cima, está altamente preparado. Passam por treinos diários de até 6 horas na pauleira. Claro, acidentes tem em todos os lugares. Penso em voltar.

No jiu-jitsu os nossos desafiantes são nossos amigos, irmãos, companheiros de treinos, sei lá, chamem-os como quiserem, mas nossos adversários somos nós mesmos. Quando começamos lutar o negócio pega, é um querendo atropelar outro, só que o desafio maior não está em derrotar o outro, mas sim em superar os próprios limites pra poder ver até onde se consegue ir. Pra que isso? Não me perguntem, mas percebo que é isto que tem mantido a vontade de seguir em frente de muita gente.

O treino é de puro confronto fisíco. Algumas posições são até comprometedoras, não posso negar, mas o respeito no tatami entre os praticantes é tão grande que em hipótese se encontra maldade. As garotas que treinam ficam bem a vontade. Mesmo na embolação. Às vezes rola lesões e até desentendimentos, mas quando saimos dali, já está tudo em ordem, com a alma lavada e somos outros. Meu professor é um grande amigo e o adotei há muito tempo como irmão mais velho, pois nas horas punk foi o cara que esteve presente pra ajudar segurar a barra. Uma mão sempre foi lavando a outra desde então.

Semana passada deixei minha bike amarrada no portão de casa. Algum filho da puta cortou o cadeado e a levou. Dois dias depois um outro brother de treino me liga, dizendo que tinha uma bike Trek importada (uma das melhores marcas) em ótimo estado e que iria me dar, pois disse que teria mais utilidade pra mim do que pra ele, sabendo do corre que faço diariamente. Confesso que me emocionou. Até hoje não sei expressar toda minha gratidão pelo ato. Às vezes tem aquela sensação de que passamos pela vida sem ao menos ser reconhecido pelo menos pela nossa honestidade sei lá. Não que quero ser reconhecido por algo e também não sou um sujeito politicamente correto, devo confessar que tenho até um pouco de ojeriza por esses tipos, mas vejo que de alguma forma é um sinal de que vale a pena não sacanear com ningúem, neste sentido. Fiz muita merda, mas nunca tive as manhas de tirar nada de ninguém. Nem passar por cima de ninguém pra conseguir algo. Acredito que cada um tem sua história.

Nestes 15 anos de treino passei por uma porrada de equipes e nunca me senti tão em casa como nessa. Nunca me diverti tanto. É du caralho. E outras coisas de grandes amizades já rolaram por ali, faria o maior post deste blog descrevendo isto, mas é mais numa de dizer que estou bem acompanhando e muito agradecido pelo belo presente. Não é todo dia que ligam te oferecendo uma bike boa pra caramba. E não é da bike em si que falo, mas sim da acolhida e recíprocidade. E não é em qualquer lugar que se encontra uma rapaziada deste naipe. Ossss.

Sexta-feira, Maio 08, 2009

ALGUMAS COISAS

Tanta coisa pra escrever aqui, que na hora que penso em fazer, dá uma preguiça danada, até porque tem aquela velha história do tempo. Estou focado em outras coisas, por enquanto. Essa semana foi de louco. Roubaram minha bike, meu único transporte. Adquiri uma máquina fotográfica bacana pra começar trampar. Atores e atrizes que precisarem de material novo. Entrem em contato. Na sequência ganhei uma bike ferrada de um grande amigo e por ai vai. Semana que vem espero sentar pra colocar tudo isso em dia. Por enquanto, um bom fim de semana e bom dia das mães. A minha vem pra cá e acho du caralho. Ela é a pessoa mais especial da minha vida. Escrevo sobre ela também em breve aqui. Valeu!

O QUE ANDEI VENDO POR AI E RECOMENDO

“O FINGIDOR” – Texto e direção do grande Samir Yazbek. Está entre as 100 melhores dos últimos tempos na seleção da Bravo, fora a porrada de prêmios que ganhou por ai mundo a fora. O Serviço está num post logo abaixo.

“A NOITE MAIS FRIA DO ANO” Texto e direção do escritor Marcelo Rubens Paiva, com o brother Mário Bortolotto no elenco e mais uma rapaziada de tirar o chapéu. Fazia tempo que não me divertia tanto. Pareciam adolescentes no intervalo no pátio da escola bagunçando ou jogando futebol, sei lá. Nem vou postar o serviço porque até onde sei já está esgotado. Parece que estarão em Teresina.

“COMUNICAÇÃO A UMA ACADEMIA” do Club Noir, dirigido por Roberto Alvim e com uma das melhores atrizes que conheço, Juliana Galdino. Esse grupo agora com espaço próprio na rua Augusta, tem dado o que falar, já há algum tempo. Roberto Alvim junto com Ruy Filho e Eric Lenate na minha opinião são os diretores desta nova geração, se é que posso chamá-los assim, em quem mais aposto. Tenho acompanhado o trabalho deles religiosamente. E digo não deixem nunca de assisti-los. Essa peça está imperdível. Estão no Teatro Imprensa, às terças e quartas 21h.

“SONHO DE UM HOMEM RIDÍCULO” adaptação de um conto do russo Dostoievski, dirigido por Roberto Lage e com a monstruosa interpretação de Celso Frateschi. Outra peça transformadora. Grande surpresa. Estão no Teatro Àgora no Bexiga de sexta à domingo.

“O MONÓLOGO DA VELHA APRESENTADORA” É o primeiro texto de teatro encenado de um grande amigo e sem dúvidas um dos maiores escritores do Brasil, Marcelo Mirisola. É um monólogo interpretado por Alberto Guzik e dirigido por Josemir Kowalick. Quem conhece Mirisola já sabe mais ou menos o que espera. É risada do começo ao fim, mas isso talvez seja só um disfarce pro choro entalado, pois Mirisola como sempre ataca com sua dura transparência. A peça ta no Satyros I às quartas e quintas às 23h. Vida longa.