domingo, julho 11, 2010

ATORES E ATRIZES

E os amigos atores e atrizes que estiverem afim de fazer ou renovar seu material fotográfico, é só falar comigo. To fazendo isso agora, por um preço de brother. Vejam algumas fotos e para ver mais cliquem aqui.

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Shell

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Esta semana que passou saiu a primeira lista de indicados ao prêmio Shell deste semestre. E Hipóteses Para o Amor e a Verdade recebeu indicação de melhor direção. O lance é torcer. O resultado só ano que vem.

Para quem não sabe. O prêmio Shell, é o prêmio mais importante do teatro brasileiro. A peça segue em temporada de sexta a domingo sempre às 21h30 lá no Satyros 1 que fica na praça Roosevelt. Aconselho-os a chegar no minimo com 1 hora de antecedência, pois não tem muitos lugares na platéia e lota rápido. Vale muito a pena conferir o trampo. Mais notícias aqui. E quem tiver afim de ver algumas fotos que Lenise Pinheiro fez, clique aqui.

terça-feira, julho 06, 2010

CURTA TEMPORADA

E os “malucos” do Antro Exposto vão fazer uma curta temporada das suas duas últimas peças lá no teatro Viga, próximo ao metro Sumaré às terças e quartas. Sempre falo deles por aqui. E não é por menos. Essas duas peças estão na lista das que mais gosto e mais recomendo e o grupo é um dos meus favoritos. A critíca, infelizmente ainda não deu a atenção merecida, enfim. Vale a pena conferir o trabalho. Quem não viu ainda, não deixe de ver. Oportunidade rara. Tem os blogs deles ai do lado. Da companhia, do Ruy, do Diego Torraca e da Patricia Cividanes, a autora desta arte magnífica.

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CONVERSA DE DOIDO

Ando pensando seriamente em abrir uma empresa, mas quero esse maluco pra atender os gringos. O bom é que vou poder ter clientes do mundo inteiro, porque com certeza o maluco vai dar conta do recado.

segunda-feira, julho 05, 2010

O FANTÁSTICO MUNDO DE BETITA

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Ando correndo...

E Betita guardou uma parte de sua vida em caixas de papelão que estão empilhadas no banheiro do corredor da lavanderia. Ela segue assim. Armou uma cama num canto da sala e dorme lá, abraçada ao edredom que comprou em liquidação nesses varejos de roupas de cama de bairros de periferia.

Nunca mais vi baratas desfilando perdidas pelo banheiro do meu quarto. Aquela idéia de cobrir todos os ralos com pequenos tapetes comprados em lojas de 1,99 por 4,99 funcionaram. Aposentei o detefon, o insetizan e o baygon. E todos os outros tipos de veneno que Kafka achava bom.

Minúsculas formigas seguem em formação, vindo de um buraco da parede ao lado do exaustor até a pia melada com o resto de maltodextrina que derremei enquanto tentava encher uma garrafa pet de água.

E eu sigo assim... engatando a quinta no meu novo carro, sem antes passar pelas marchas anteriores. Ando atropelando pedaços de unhas de gatos enterradas no asfalto quente do meio-dia. Eu sigo, sem olhar as placas de sentido obrigatório, ou vire à esquerda na próxima esquina do paraíso (Metrô). Nem tão próximo de casa assim.

Por um vão da porta, sem alarde algum, observo Betita, conversar com Bob, porque ela virou um personagem de suas fantasias no seu mundo fantástico. É tão generosa que se permitiu lhe fazer companhia em seus devaneios. E percebo que os dias nem estão tão frios assim. As noites... não sei. Espero um ano de neve. Acordo suado na madrugada só de cueca e coloco o cobertor de lã sobre o chão, pois imagino que ele deve estar com muito mais frio do que eu. Só preciso de meias pra não gelar os pés.

Humberto, o porteiro trampou ontem até as 10 da noite, chegou em casa à meia-noite, acordou as 4 da madruga e às 6 da manhã já estava de volta ao trampo, sorrindo. Deve ser grato por ter um trabalho que não tem sido nada honesto com ele. Às 14h ele vai pra casa correndo pro dia seguinte chegar logo e ele poder voltar pro seu posto novamente.

Esperançoso, o sujeito.

E Betita penteia os cabelos de suas bonecas mal lavadas e roupas encardidas. Xinga-as e depois chora... e depois... ri... e depois... não tem depois.

Tem um sol à pino do começo de tarde. Tem flores mortas no jardim de dona Esperança. Um acidente com um motociclista logo ali, em frente à farmácia de manipulação. Um choro incessante de uma criança que ainda não deve ter almoçado, nem jantado ontem a noite e muito menos tomado o café de todas as manhãs perdidas em seus próprios pesadelos. Tem dona Angústia, pedindo pra ficar em casa mais uma noite. É óbvio que não a hospedei. Tem muita gente neste pequeno apartamento. Mas dei-lhe uma maça do amor, pra lhe trazer sorte e ela conseguir outro abrigo.

Ufa... acabei... pelo menos por hoje.

quarta-feira, junho 30, 2010

FAÇA O TESTE

Você entende mesmo de futebol? Então diz ai:

- Falta de quem?

Seleção Tailandesa de Muay Thai vs. Seleção Brasileira de MMA

terça-feira, junho 29, 2010

Ê MINAS GERAIS

Uma homenagem aos meus amigos mineiros

Um mineiro que morava no Rio de Janeiro, comprou uma câmera digital.

Em uma viagem de visita a seus pais, ele levou a câmera digital para uma roça. Chegando lá, mostrou a novidade para todos. Nunca ninguém tinha visto algo igual.

Para mostrar como funcionava o trem, o Mineirim resolveu tirar um retrato da família reunida. Pediu que todos ficassem bem juntinhos perto de uma cerca de arame farpado, debaixo de uma mangueira.
Então, ele se afastou da turma, escolheu um lugar para a câmera, programou o temporizador, clicou e correu na direção dos demais, com a intenção de também sair na foto. .. . . .

Foi um "Deus-nos-acuda". Todos saíram correndo,atravessarando a cerca de arame farpado de qualquer jeito, rasgando roupas e se machucando.
Depois do desastre, o mineirim pergunta:

- Uai, gente! Qué qui deu n'ocês prá desimbestá dessi jeito, sô?

E sua tia, com as duas orelhas cortadas e a roupa toda rasgada, responde:

- Se ocê qui cunhece esse trem, teve medo;
imagina nóis qui nunca viu isso! ! !
Cê besta sô! ! !

segunda-feira, junho 28, 2010

sexta-feira, junho 25, 2010

CONTINUA

HIPÓTESES 2

E pra quem ainda não assistiu e ta afim de ver. Hipóteses Para o Amor e a Verdade segue em temporada de sexta a domingo às 21h30 lá no Satyros 1, por tempo indeterminado. O trampo ta manero, vale a pena conferir.

O serviço ta depois da critica ai embaixo. O valor do ingresso mudou. Não sei como será.

TREINO DA AMIZADE

JIU

E amanhã, sábado 26 de junho de 2010, vai rolar o primeiro treino aberto de jiu-jitsu na Academia Pinheiros. Pra quem é praticante e pra quem não é e estiver afim de participar é só chegar. É mais uma reunião entre amigos que não se encontram há algum tempo, do que qualquer outra coisa. Estão todos convidados. À partir das 11h30 na Rua Simão Álvares, 465 aqui em Pinheiros.

SOBRE HIPÓTESES

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CRÍTICA DA FOLHA

Grupo enfrenta tabus com inventividade
Em novo espetáculo, os Satyros abordam a sexualidade com elenco que inclui transexuais e atores amadores

LUIZ FERNANDO RAMOS
CRÍTICO DA FOLHA
Um teatro para além do teatro, expandido aos nervos pulsantes da cidade. É com esse desejo ambicioso que os Satyros encenam "Hipóteses para o Amor e a Verdade".
Se a encenação não chega a realizá-lo, areja as referências e redefine os vetores do projeto artístico do grupo.
No ano em que celebram uma década na praça Roosevelt, seus criadores, Ivam Cabral e Rodolfo García Vásquez, dão voz aos seus habitantes mais estigmatizados e partem de entrevistas feitas com travestis e prostitutas para investigar as relações afetivas e eróticas.
É um terreno difícil de trilhar, pois minado de clichês, mas que eles percorrem costurando uma dramaturgia cênica inventiva.
O denominador comum das várias personagens que se apresentam é a solidão.
Nesse sentido, é natural que a profusa variedade de relacionamentos hoje praticados na internet e por meios virtuais sirva como pano de fundo para as histórias que vão se desenrolando fragmentariamente.
HISTÓRIAS REAIS

O mais interessante na encenação, contudo, não são as tentativas de provocar imprevistos em um jogo aberto com os telefones celulares dos espectadores.
Mobiliza, sim, a narração de histórias reais, reverberadas pela atuação de um grupo de atores e não atores.
De fato, três dos oito integrantes do elenco são transexuais com experiências distintas com o teatro e um deles, Leo Moreira, traz sua própria história, aproximando o espetáculo da situação da performance em que a autenticidade do vivido aparece sem mediação, como um "ready made" entregue à apreciação do público.
A contra face desse caráter documentário revela-se na interpretação inspirada do ator Tiago Leal, que encarna o intrigante depoimento de um homem apaziguado com sua predileção por travestis.
Esse tema tabu no universo masculino é esmiuçado com base em uma fala colhida nas ruas, mas vivificada na cena.
Também se destaca a personagem da prostituta, criada pela não atriz Luiza Gottschalk, cuja experiência como apresentadora de TV de programas adolescentes valoriza seu desempenho.
Claramente os Satyros, que cravaram sua marca com a pena do Marquês de Sade, ampliam agora a discussão sobre a sexualidade e as relações humanas nos tempos que correm.
Talvez as intenções estejam consumadas mais nos discursos do que na cena.
Porém a liberdade com que o grupo enfrenta o desafio, despreocupados de qualquer convenção ou fórmula pronta, acaba confirmando se tratar de uma obra vital e honesta, que merece atenção e reconhecimento.
HIPÓTESES PARA O AMOR E A VERDADE

QUANDO sex. a dom., às 21h30; por tempo indeterminado
ONDE Espaço dos Satyros 1 (pça. Roosevelt, 214, Consolação, tel. 0/xx/11/2358-6345)
QUANTO ???
CLASSIFICAÇÃO 18 anos
AVALIAÇÃO bom

terça-feira, junho 22, 2010

VOCÊ SE SENTE SÓ?

Essa semana esse troço volta a funcionar. Correria danada!

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sexta-feira, junho 11, 2010

EXCERCENDO A FUNÇÃO

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Tenho procurado argumentos em sacos de algodão doce, junto com respostas para as perguntas que ainda nem me foram feitas. Debaixo do meu colchão é onde se escondem as palavras que tento encontrar pra escrever aqui.

Desenhei-me ao lado de um forno elétrico com meias de lã pra não deixar que o gelo estourasse a ponta dos meus dedos. Tenho procurado abrigo junto aos mendigos no meio da rua.

Acordo às 5h da manhã pra ver o sol nascer cada dia em um lugar inusitado. Durmo logo após a sua recolhida.

Ando distraído, sem saber o que dizer e o que e pra quem. Ando assim... como sempre andei, com as duas mãos escondidas nos bolsos do agasalho de lã, soltando fumaça pela boca, esperando por uma sopa de cebola ou um chá indiano cremoso, com a cabeça coberta por um capuz.

Tenho procurado remédios homeopáticos para curar a leseira do cérebro. Tenho procurado saídas estratégicas em ruas sem saída na hora do rush. Protetores para as minhas bolas, pra não se machucarem quando eu for atropelado por uma máquina de arar atravessando a Rebouças de olhos vendados. Tenho escrito tantas asneiras, só pra não ficar mais tempo sem escrever. E desde quando alguém tem algo pra entender?

Sabe um sujeito inteligente? Vixe... Ainda vou entender porque nada linear se forma em meus pensamentos. Ainda vou entender, porque ando com baldes pendurados no pescoço. Não quero ver poças d´água após aquela chuva fugidia de verão. Verão? Tão brincando. Fique bem longe de mim, por enquanto. Pelo menos por enquanto. Só até eu conseguir acabar a poesia que comecei a lhe escrever em 1979.

ÚLTIMAS SEMANAS

de sexta a domingo, sempre às 21h30

Lá no Satyros 1, na praça Roosevelt

QUANDO FALTAM AS PALAVRAS…

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quinta-feira, junho 10, 2010

Cadeia Alimentar

Pra quem sempre teve a doce ilusão de que o homem sempre foi o melhor amigo do cão…

segunda-feira, junho 07, 2010

domingo, junho 06, 2010

AS 30 MENTIRAS MAIS CONTADAS NO MUNDO

1.ADVOGADO: - Esse processo é rápido.
2. AMBULANTE: - Qualquer coisa, volta aqui que a gente troca.
3. ANFITRIÃO: - Já vai? Ainda é cedo!
4. ANIVERSARIANTE: - Presente? Sua presença é mais importante.
5. BÊBADO: - Sei perfeitamente o que estou dizendo.
6. CASAL SEM FILHOS: - Visite-nos sempre; adoramos suas crianças.
7. CORRETOR DE IMÓVEIS: - Em 6 meses colocarão: água, luz e telefone.
8. DELEGADO: - Tomaremos providências.
9. DENTISTA: - Não vai doer nada.
10. DESILUDIDA: - Não quero mais saber de homem.
11. DEVEDOR: - Amanhã, sem falta!
12. ENCANADOR: - É muita pressão que vem da rua.
13. FILHA DE 17 ANOS: - Dormi na casa de uma colega.
14. FILHO DE 18 ANOS: - Antes das 11 estarei de volta.
15. GERENTE DE BANCO: - Temos as taxas mais baixas do mercado.
16. INIMIGO DO MORTO: - Era um bom sujeito.
17. JOGADOR DE FUTEBOL: - Vamos continuar trabalhando e forte.
18. LADRÃO: - Isso aqui foi um homem que me deu.
19. MECÂNICO: - É o carburador.
20. MUAMBEIRO: - Tem garantia de fábrica.
21. NAMORADA: - Pra dizer a verdade, nem beijar eu sei.
22. NAMORADO: - Você foi a única mulher que eu realmente amei.
23. NOIVO: - Casaremos o mais breve possível!
24. ORADOR: - Apenas duas palavras…
25. POBRE: - Se eu fosse milionário espalhava dinheiro pra todo mundo.
26. RECÉM-CASADO: - Até que a morte nos separe.
27. SAPATEIRO: - Depois alarga no pé.
28. SOGRA: - Em briga de marido e mulher não me meto.
29. VAGABUNDO: - Há 3 anos que procuro trabalho mas não encontro.
30. VICIADO: - Essa vai ser a última.

sexta-feira, junho 04, 2010

SEMPRE ÀS 21H30

HIPÓTESES PARA O AMOR E A VERDADE

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Sinopse: Humanos, reais e virtuais, vivendo na megalópole do hemisfério sul, buscam quebrar os muros de suas solidões através do amor, real ou virtual
Texto: Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez
Direção: Rodolfo García Vázquez
Assistente de direção: Fábio Penna
Cenário e Figurino: Marcelo Maffei
Iluminação: Rodolfo García Vázquez e Fábio Cabral
Elenco: Esther Antunes, Leo Moreira, Luiza Gottschalk, Marcelo Szykman, Paulinho Faria, Phedra De Córdoba, Tânia Granussi e Tiago Leal
Realização: Os Satyros
Assessoria de Imprensa: Robson Catalunha
Direção de produção: Erika Barbosa
Quando: Sexta, sábado e domingo, 21h30
Onde: Espaço dos Satyros Um – Praça Franklin Roosevelt, 214
Quanto: R$ 10 (inteira) R$ 5,00 (Estudantes, Classe Artística, Terceira Idade, Oficineiros dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt)
Lotação: 70 lugares
Duração: 90 min.
Classificação: 18 anos
Temporada: 1 de maio até 20 de junho

quinta-feira, junho 03, 2010

NEM SEI PORQUE LEMBREI DE NOEL

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Postei todas as lembranças perdidas por aqui. Dias depois o correio as trouxe de volta. O destinatário não se encontrava mais. Mudou de endereço, com sua pequena mala de couro e bolinhas coloridas. Ninguém sabe pra onde foi.

Eram muitos envelopes e em casa não tem espaço suficiente pra guardá-los. Joguei tudo pela janela, mas o vento as trouxe de volta. Ficaram dias esparramados pelo chão e em cima da cama. Por dias dormi sobre os envelopes até encontrar o baú que meu avô me deixou.

Meu avô morreu de amor em 1967. Tomou muita cachaça, mas foi o coração que não agüentou. Pelo menos me deixou o baú. Eu nasci em 1977, dentro de uma construção sem telhado. Chovia muito. Sai todo encharcado. O maldito espectro enrugado sorriu.

Meu pai disse que o velho guardava uns troços estranhos no baú e que ninguém nunca soube o que é. Meu pai foi um dos personagens das minhas histórias em quadrinhos. Usava um baita bigodão. Ele foi caminhoneiro. Não. Acho que lenhador. Não. Foi traficante. Não. Na verdade foi dançarino de tango. Melhor. Foi um baita de um filho da mãe gigolô.

Quando o abri, só tinha pó. Foi neste baú que joguei todas as cartas. Levei dias pra conseguir colocar todas ali. Estão todas socadas e trancadas com um cadeado de segredo e que nunca vi a senha. Joguei o papel com a combinação fora.

O problema é que também não tenho espaço pro baú, apesar de ser do tamanho de uma caixa de sapatos para casamento. Citei isso, porque não sei o nome que se dá a sapatos de couro especial, usado somente em ocasiões como esta.

Só sei que não posso me desfazer do baú. É uma boa herança. Um dia ele vai valer uns bons trocados. Mas essas cartas não me servem pra mais nada. Nem o vento as quer e nem lembro se um dia vou lembrar que estão lá. São apenas lembranças escritas a mão, guardadas em envelopes com selos com fuças de renas de natal. Que lacrimejam os olhos no vento, enquanto levam papai Noel, filho da puta, na casa de mais uma criança cheia de dinheiro.

sexta-feira, maio 28, 2010

ÀS MARGENS DO RIO PINHEIROS

A saga de mamãe Capivara e seu filhotes.

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terça-feira, maio 25, 2010

QUAL VOCÊ QUER?

Quem não se lembra das charmosas lambretas

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Olha ai o que virou…

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segunda-feira, maio 24, 2010

DIAS LETÁRGICOS

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Deveriam os dias serem todos assim. Tranquilos e frios.

E que a música orquestrada continue tocando repetitivamente na vitrola, enquanto o cheiro do chocolate quente queimando no fogão à lenha, discretamente desenha um leve sorriso lateral sobre meus lábios.

E sobre a cama envolto sob um cobertor quadriculado de lã, acompanhado de um romance que não quero acabar, canto baixo “Para Elisa” de Beethowen.

No andar de cima da minha cabeça, marretadas me trazem ao mundo real, enquanto ainda me pegava pensando em paçocas, pipocas doces e pirulitos caramelizados.

sexta-feira, maio 21, 2010

E MAIS UM FIM DE SEMANA

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HIPÓTESES PARA O AMOR E A VERDADE

DE SEXTA A DOMINGO ÀS 21H30

SATYROS 1 PRAÇA ROOSEVELT

2012 NO CALENDÁRIO MAIA

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E essa semana mais um brother foi embora, sem dizer tchau. Deixou-nos saudades e boas lembranças.

2007 pra mim foi um ano bem doido, talvez um dos piores. Ficou marcado. Na verdade só me lembro disto porque ainda é bem recente. 2010 não tem sido muito diferente e vejo que não é só pra mim. Tenho ouvido muita gente reclamar. Tem sido um ano estranho e assustador. Um ano triste.

Não vejo mal na morte, é parte do nosso ciclo, é o encerramento de algo, ou o início, sei lá, mas mesmo assim é difícil de lidar, é um grande mistério. Um conforto.

A história de 2010 começou com o fim de 2009. A partida de um grande amor, o crime bárbaro contra um amigo, virando o ano com a notícia das grandes tragédias como a de São Luis do Paraitinga, Ilha Grande e depois os terremotos devastadores no Haiti, Chile. Também um acidente que levou um outro amigo a uma delicada cirurgia, o pai de uma pessoa muito especial que ficou entre a vida e a morte, por causa de uma aneurisma e outras coisas mais.

Um pouco distante, mas o prelúdio para o que virá em 2012, talvez. O ano polêmico. Mesmo assim seguimos em frente fingindo pra nós mesmo que está tudo certo.

Aproveitei e puxei o freio de mão e me cobro por isso, mas também não acho ruim. Precisava por as coisas no lugar. A cabeça em ordem. Talvez os taoístas estejam cobertos de razão. A vida é o que é. É a porra do fluxo do rio. Não da pra mudar muito. E as mudanças que fazemos, também fazem parte do fluxo e... puta que o pariu. E nem sei muito mais sobre isso. Não sou taoísta e nem pretendo ser. E cago pra eles. Tudo na sua devida proporção.

Será que a vida realmente já está escrita e o nosso destino traçado? Mas que porra de destino é este? Como pensar num futuro se o nosso presente está todo cagado? Vou parar com tudo pra esperar o que vem lá na frente? Como? Se amanhã corremos o risco de nem acordar mais. Amanhã corro o risco de nunca mais sentar sobre essa cadeira e atualizar este blog. E não é melodrama, é fato. Estamos todos sujeitos a isso. Como dizem: “para morrer, basta estar vivo”. E ela vem sem avisar e talvez seja tarde para os que ficam pra dizer o último adeus, ou fazer sua prosaica declaração de amor, ou pedir perdão, dar o último abraço, ou o que quer que seja.

Mas só quando ela apronta mais uma de suas peripécias bem do nosso lado é que nos ligamos que somos um monte de merda, meros mortais. E percebemos o quanto não queremos isso pra gente e nem pra ninguém, principalmente pros mais próximos.

Foi essa sensação que tive quando me ligaram na madrugada dizendo sobre o crime contra meu amigo lá na praça Roosevelt, no dia 5 de dezembro. Impossível, pensei na hora. O repúdio é a primeira reação diante da morte. Há algumas horas atrás ele tinha apertado a minha mão com um sorriso e 5 horas depois estava em coma todo furado por balas na cama de um hospital. E nunca mais leria seu blog como faço todas as manhãs? No exato momento do aperto de mão não passou pela minha cabeça e nem pela dele que aquilo aconteceria. Óbvio.

Na semana seguinte abraço Fábio Barreto que tava feliz pacas com a estréia do filme Lula aqui em São Paulo. E no fim da mesma semana me ligam avisando sobre o acidente que o faz seguir em coma até hoje.

Depois uma amiga me liga em desespero que o pai tinha sofrido um AVC e não sabia muito o que fazer. Foi desesperador. Foi também a cena mais bonita que presenciei de uma filha e um pai que mal se falavam por terem más lembranças de seu passado, deixando ali lágrimas no colo um do outro. Redenção. Um segurava na mão do outro como se estivessem pedindo por socorro. Pedindo pra não ser abandonado. Isso vai ficar marcado.

E na sequencia um amigo sofre um acidente de bicicleta e passa por uma cirurgia e por ai vai. Eu acampado em hospitais. Nojentos hospitais públicos onde dezenas, centenas, milhares de pessoas abandonadas morrem em seus corredores, com cheiro de carniça.

Essa semana a triste notícia de que o amigo e ator Marcos Cesana faleceu também vitima de um AVC. Jovem. Estava internado há algum tempo já, mas diziam estar num estado progressivo, apesar do coma induzido. Estávamos todos otimistas, mas não sobreviveu. Lembro dele contando feliz o bom momento que estava vivendo. Isso no ano passado, no set do Lula. A vida profissional seguindo bem. Tava esperando um novo filho e finalmente tinha grana suficiente pra cria-lo dignamente. Depois disso nos vimos poucas vezes pela rua. Enfim. Certamente pegou o elevador rumo ao céu, mas se foi, deixando dois filhos de 13 e 1 ano de idade e a esposa. Foi promovido. (Isso foi a melhor coisa que li a respeito.)

A tristeza não é só pelo o cara que vai, pois ainda temos o consolo de pensar que ele pode ter se livrado de uma enrascada aqui e agora vai cuidar dos seus lá de cima, com uma visão panorâmica privilegiada. O foda é o que ele deixou aqui pra trás e quem deixou.

Tristeza é um troço estranho, que ta sempre em pé plantada na porta da sala esperando só uma brecha pra passar correndo e ficar nos fazendo companhia. É um (a) sujeito (a) abusado (a). Entra mesmo sem ser convidado (a).

É duro pensar que a morte anda por perto com a sua machadinha e daqui a pouco pode chamar você, eu, ou quem quer que seja, mas ao mesmo tempo...

Em pensar que tem gente que brinca com gente, sem perceber que a vida é curta demais. E quando acordarmos já pode ser tarde. E essa a única oportunidade.

Da tempo sempre de tentar de novo. Não acredito em regras. Apesar de não acreditar em regras já ser uma regra, mas foda-se. Não acredito no tempo. Acredito só no agora. O passado? Cadê? Já ta tudo guardado numa caixa empoeirada dentro do maleiro do guarda-roupa. E o futuro? Hã? Do que estamos falando? Podemos correr o quanto for, mas nunca vamos alcança-lo. E o presente? Já passou. E tudo isso é o tempo que não acredito.

Termino um pouco envergonhado com as palavras despejadas hoje aqui, provavelmente por serem óbvias e chorosas demais, mas foi como um desabafo pra tentar tirar um nó parado no gogó há muito tempo. Não saiu tudo... ainda, mas...

Vamos em frente e força pra todos da família deste grande cara. E força pra nós que seguimos encarando toda essa onda.

sábado, maio 15, 2010

Vila São João

DSC00236  A dona Elza era a senhora que cuidava das flores da Vila. Tinha o jardim mais bonito de todos. Sempre que a gente apanhava ou tava triste, corria pra visitá-la e ela fazia bolo e café pra gente e depois ficava nos ensinando sobre flores. Aprendi apreciá-las por isso. Fui visitá-la há uns dois anos atrás depois de 20 anos e não mudou muita coisa não. Só não lembrou muito de mim, mas sorriu muito ao me ver. Eu também. Vai entender.

 

Eu cresci numa vila. Não tinha asfalto e só depois de muito tempo chegou poste com luz. Até então éramos proibidos de sair de casa depois das 18h. Um bando de pirralhos metidos a valente. A noite lá era um breu danado. Eu sempre dava um jeito de fugir pra tentar encarar aquela escuridão, mas óbvio que quando voltava tomava uma surra de lascar. A esta altura do campeonato eu já tava pouco me fodendo. Nem sentia mais a dor das fiveladas que eu levava. A única merda é que eu ficava com as pernas toda marcada e tinha que ir a semana inteira de calça pra escola. Sempre odiei calças compridas. Até hoje. Além de incomodar as bolas da gente, a bunda e as pernas não param de coçar. Parece sarna.

E não lembro também porque queria me meter a andar de noite naquelas ruas esburacadas e cheias de lama. Coisa de moleque idiota sem ter muito o que fazer. Tô ligado que moleques geralmente não tem mesmo muito o que fazer. O que é bom pra cacete. Não ter responsabilidade nenhuma.

Pra evitar que escapássemos constantemente, nossas mães nos aterrorizava com histórias assombrosas sobre assassinos que cortava a cabeça ou o pinto de crianças perdidas na vila à noite.

Atrás de casa era o pasto de uma enorme fazenda. E bem próximo à vila tinham algumas favelas. E a molecada sempre aparecia lá pra brincar ou bagunçar com a gente. Na maioria das vezes era pra brigar. A situação financeira deles não era muito diferente das nossas. Eles moravam num amontoado de barracos de madeira e a gente num amontoado de barracos de tijolos e cimento cheio de vazamentos e também vestíamos os mesmos trapos velhos. Mas nossos pais gostavam de reforçar que eles vinham da favela. Devia fazer bem pros seus egos.

Eu adorava arrumar encrenca com eles. Eu tinha uns amigos que também adoravam se meter nestas encrencas comigo. Até os 8, 9 anos de idade eram simples encrencas de moleques. Briguinhas bestas e infantis. Depois disso as paradas eram resolvidas a tijoladas, pauladas, soco inglês e o que estivesse ao alcance da vista. Sempre tinha um que tomava mais no cu do que os outros. Eu tentava ganhar o respeito da vila e suas redondezas, mas... perdi a conta das vezes que cheguei com os olhos roxos em casa. Puta que pariu, isso era motivo pra uma nova surra e ter que usar as malditas calças a semana toda.

Numa época me juntei com uns moleques que curtiam entrar em supermercados e pegar pacotes de doces, enfiar na calça escondido e sair andando. Eu idiota quis ser igual. Não tinha muita noção. Achava bonito. Eles pareciam fodões fazendo aquilo e eu queria parecer também. Era bom pra cacete sentar depois numa calçada, abrir os pacotes e saborear todos aqueles doces que geralmente não tínhamos em casa.

Como nunca éramos pegos, íamos ficando cada vez mais seguros. E não satisfeito em só levar os doces decidimos começar aprontar dentro do mercado.

Tinha um grande que ficava bem no centro do bairro e que era o nosso favorito. A variedade de guloseimas dele eram mais interessantes.

Numa dessas presepadas uma vez, peguei uma garrafa de leite, que na época não tinham esses lacres e lancei um desafio pros moleques, pra ver quem faria a coisa mais absurda. Cochichei no ouvido de um que fez uma cara de espanto, aguçando a curiosidade dos outros.

Fui até o banheiro, abri a garrafa e enfiei o pinto dentro. Não mijei, só meti o pinto cheio de sebo, deixei alguns longos segundos e fechei-a pra botar de volta na prateleira, torcendo pra algum almofadinha pegá-la e levar pra casa pra saborear o leite com um aroma especial.

A única merda é que a única prova de que fiz isso seria mostrar o pinto banhado a leite pros moleques. Caralho, eu ter que mostrar o pinto pros outros? Vá se foder. Não foi muito inteligente o que fiz.

Quando eu tava saindo do banheiro, matutando um jeito de provar isso eu vi os moleques sendo levados pelos braços por seguranças do mercado. Antes que me vissem, dei um jeito de sair de fininha. Certeza que os filhos da puta tavam doidos pra apontar o dedo na minha direção e dizer: “foi ele.” Já tavam antes disso querendo me ferrar e tramando um jeito de não deixar eu me sentir o fodão. Eu fui mais esperto e corri feito um leopardo com a porra da garrafa na mão. Esqueci de abandoná-la. Devo ter corrido mais de um quilômetro sem parar. Sorte que ninguém viu, porque seria julgado por roubo e desacato à autoridade?

Olhei pra traz e nada. Parei sedento e ofegante debaixo duma árvore. Abri a porra do leite e virei um golão. Fechei e segui pra casa. Quando cheguei me dei conta da merda que tinha feito. Senti o gosto estranho que queria que os outros sentissem. No final do golão, achei apenas que tava cheio de nata, demorei, como sempre, pra me ligar.

Puto da vida entrei em casa. Não tinha ninguém. Meti o leite na geladeira e foda-se, pensei. Tinha tanta raiva das fiveladas, que na minha cabeça não estaria fazendo nada de mal me vingando um pouco. Era só um leite com um sabor especial.

Mas como ia justificar aquele leite se não tinha dinheiro pra nada? Do jeito que eram iam achar que roubei.

Devia faltar uns 30 min pra minha mãe chegar do trampo. Correndo tomei toda a porra do leite, porque me ensinaram que é pecado jogar comida fora. Depois dei um jeito de me livrar do pote. Em seguida vomitei tudo. Menos mal. Pelo menos não joguei fora, só não coube direito na minha barriga. Esta história passou batida lá em casa. Ninguém nunca suspeitou, eu acho. Confesso que fui bem perito em não deixar rastros nenhum.

Não sei até hoje o que aconteceu com os moleques. Fiquei mal no começo, pois imaginei que eles pudessem ter sido presos, ou torturados, ou até mesmo mortos. Sorte que em casa não tinha telefone. Vai que a mãe de um deles ligasse pra minha. Se ela soubesse de um troço desses, acho que nunca mais poderia voltar a usar bermudas. Sorte também que a única TV branco e preto estava queimada há alguns anos. Assim pelo menos ninguém ali ficaria sabendo das notícias.

Meses depois sofri meu primeiro grave acidente, que me deixou uma semana internado e meio lelé da cuca. Não lembrava muitas coisas. Juro que fiquei encanado por um bom tempo com isso, achando que pudesse ter sido um castigo de Deus. Um dia conto isto mais detalhado. Eu despenquei com um trator num barranco de um sítio destruindo chiqueiros, galinheiros, até ele ser parado por uma árvore me arremessando desacordado, onde parei a um palmo de um rio. Por pouco não morri afogado. Lembro que acordei ensangüentando num carro no colo da minha mãe e ela chorava sem parar. Perguntei se ia morrer e tudo se escureceu. Quando acordei de novo, já estava limpo numa cama de hospital espetado por soro e minha mãe me observando de longe aos prantos.

O bom dessas coisas é que nos deixava bem próximos e eu podia ver o quanto minha mãe era carinhosa e preocupada comigo. Foi ai que aprendi a gostar de mamão. Era só o que serviam nos hospitais. Minhas internações depois disso por acidentes foram freqüentes. Minha mãe passou a bater menos em mim e eu a amá-la mais. Nunca mais peguei nada no supermercado e nem meti o pinto em potes de leite nenhum.

sexta-feira, maio 14, 2010

ESPETACULAR

Não tenho muitas lembranças dos meus primeiros 12 meses de vida. Nem sei como era minha fuça, pois não tenho fotos. Devia ter a mesma cara de joelho que todos os bebês tem.

Tenho certeza que não teve nada de anormal, se comparado ao que vão ver em seguida. Até o primeiro ano malemá engatinhava. Devia usar fraldas pra não cagar nas calças etc. O de sempre.

Cresci brincando na rua. Não tinha essa parada de computador, internet etc. Hoje em dia a história é outra, a molecada ta super desenvolvida, começa tudo muito cedo. Estão todos muito precoces. Este video que encontrei no youtube, exemplifica perfeitamente o que to tentando dizer. Bebês super dotados. Sensacional!

E pra quem estiver achando que isto é montagem... Clique aqui pra assistir a entrevista com eles. E depois me digam se não estou dizendo a verdade.

segunda-feira, maio 10, 2010

ActionAid

Zapeando a TV hoje, o que raramente faço, me deparei com essa iniciativa que achei bem legal. É um lance de apadrinhar uma criança. Não me pareceu nenhuma picaretagem. Enfim, é um baita projeto e por isso passo adiante e peço uma força pra quem puder ajudar a divulgar.

O site é www.mudeumavida.org.br

e tem um video aqui

domingo, maio 09, 2010

PRA DAR UM TRATO NA SAÚDE

Aos amigos e amigas que estiverem afim de fazer um esporte.

To dando aulas de MMA, boxe, defesa pessoal e jiu-jitsu feminino em Pinheiros. O clima é bem legal e estamos só entre amigos. O esquema é o seguinte:

De segunda e quarta

às 7h15 Boxe

às 9h30 MMA/Jiu-jitsu

às 19h30 MMA/Boxe/Jiu-jitsu

E terças e quintas

às 9h Jiu-jitsu e defesa pessoal feminino

Estão todos convidados. Façam algumas aulas só pra ver qual é, e se curtirem se matriculem. Segue um video de MMA. Óbvio que em um treino o risco de se machucar é quase zero. Estes são lutadores competidores e bem preparados. A idéia é só fazer um treininho pra espairar e dar muita risada. A academia fica no bairro de Pinheiros. Na rua Simão Alvaves, 465 entre a Cardeal Arcoverde e Teodoro Sampaio. Próximo ao pão de açucar da Mourato Coelho.

MACHIDA X SHOGUN

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E nesta madruga rolou a tão esperada revanche entre o paraense Lyoto Machida e o curitibano Maurício Shogun no UFC 113. Sou fã dos dois, mas Lyoto desde que apareceu levantando a moral do karatê shotokan, me cativou. Fui durante anos praticante só desta modalidade e sempre a defendi. Com esta história de MMA e Jiu-jitsu, o karatê ficou meio esquecido, mas Lyoto apareceu e levantou a bandeira.

Ele nocauteou lutadores que nem sequer tinham perdido uma luta. Suou pra conquistar o cinturão e agora estava apenas defendendo-o. O primeiro confronto entre os dois aconteceu em outubro do ano passado, onde Lyoto venceu. Uma vitória polêmica, por decisão dos juízes depois de 5 rounds. E ontem infelizmente, ele foi nocauteado no primeiro round.

Shogun mereceu, além de ser um cara bacana é um baita lutador. E agora é o novo detentor do cinturão e acho que só o Lyoto será capaz de recuperá-lo. Torço pra que tenha uma próxima luta. É justo, já que Lyoto aceitou a revanche. Estão empatados. Vamos torcer por uma nega entre eles. Essa é uma das categorias mais importantes de peso do UFC. Na outra mais importante temos o Anderson Silva, que com certeza não vai perder este cinturão pra ninguém. Fico feliz porque é mais um brasileiro fazendo sucesso lá na gringa. Sem dúvida nenhuma, o Brasil ainda é o berço do MMA.

Se alguém quiser conferir a luta é só clicar aqui.

domingo, maio 02, 2010

Blog Cacilda

A fotógrafa Lenise Pinheiro, esteva lá na peça sexta e fez algumas fotos dos ajustes finais, minutos antes de começar a pré-estréia. Aqui.

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sexta-feira, abril 30, 2010

HIPÓTESES PARA O AMOR E A VERDADE

E é hoje a estréia lá no Satyros 1. Desde o ano passado numa correria danada. Uma criação coletiva. Um trampo que valeu a pena. To feliz pra cacete. Esse último mês passamos internados no espaço. Uma peça um bocado ousada, com umas paradas bem diferentes. Segue o link com mais informações, inclusive de como aconteceu tudo. aqui. E um video com algumas cenas. Espero-os lá.

quinta-feira, abril 29, 2010

E amanhã…

Até que enfim. Estréia Hipóteses Para o Amor e a Verdade. 21h30. No Satyros 1.

QUEM AVISA AMIGO É

Não me lembro como, mas tempos atrás, fuçando pela internet encontrei uma lista de palavras que jamais devem ser procuradas no google, a não ser que você seja tão idiota e teimoso como eu. Tudo nesta vida é uma questão de opção. Óbvio. Sei que isso deixa todos curiosos, por isso vou postar as palavras aqui, mas deixo bem claro, é uma opção sua procurá-las ou não. Só não me culpem depois e nem me chamem de desocupado.

1º. This is not sexy - e clicar “Estou com sorte”
2º. 2 Girls and 1 cup
3º. GlassAss.com - e clicar “Estou com sorte”
4º. Muito nojento - em Imagens do google
5º. Large anus - em Imagens do google
6º. Goatse - em Imagens do google
7º. Lemonparty - e clicar “Estou com sorte”
8º. Fisting - em Imagens do google
9º. Gypsy 100 - em Imagens do google
10º. Motumbo - em Imagens do google

 

Agora. Quem for macho mesmo. Quero ver assistir esse video até o final. Aqui.

terça-feira, abril 27, 2010

A semana

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segunda-feira, abril 26, 2010

O MINISTÉRIO DA SAÚDE ACONSELHA:

Se for sair pra beber, não vá de chinelo.

domingo, abril 25, 2010

O ESTATUTO DA CRIANÇA ACONSELHA:

Nunca tentar argumentar com uma criança. Elas são muito mais sábias. Jamais darão-se por vencidas.

sábado, abril 24, 2010

ESTRÉIA HOJE

Lá no Espaço dos Parlapatões, o novo texto do grande brother Mário Bortolotto. Aos sábados 21h e domingos 20h. No blog dele com link ai do lado tem mais informações.

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domingo, abril 18, 2010

CACHO DE MARIMBONDO

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Hoje foi um domingo bem bonito. Nunca achei graça nos domingos. São depressivos. Acordei descansado e abri um vão na persiana do meu quarto. O sol deu uma lambida nos tacos do chão. Tava tudo silencioso lá fora. O que é raro. Minha janela da de cara pra Faria Lima que tem sempre um trânsito maldito. Tem muito busão que passa e são barulhentos pra cacete. Já to até acostumado, mas sempre acordo cansado. Não tenho sossego. Durmo com tampões pra ajudar.

O vento tava forte lá fora. Sacudiu a persiana e o cacho de marimbondo que tem dentro dela se manifestou. Fez o barulho costumeiro. Fazia tempo que não o ouvia, pensei que todos os marimbondos tivessem mortos, mas não. Eles ainda estão lá e bravos. Cada vez mais bravos. Rezo pra que nunca fujam dali. Acho que estão presos há mais de 80 anos e imagino que sejam gigantescos.

A luz que vazou pela brecha da persiana deu um certo charme na manhã. Fiquei na cama lendo Bukowski. Fazia tempo que não lia nada. Não conseguia. Ando sem tempo, sem ânimo, mas é muito prazeroso. Pensei em colocar um cd de Anton Bruckner, pra me acompanhar na leitura, mas o silêncio conseguiu ser mais atraente do que a música dele. Fui muito resistente, pois tava convicto de que a música clássica nesta manhã também combinaria muito com o charme da luz de alguns dos raios do sol.

Os fins de tarde do outono tem um brilho diferente. Procuro sempre estar na rua neste horário. O sol procurando um lugar pra se esconder é de uma beleza ímpar. Ele fica tímido nesta época do ano e prefere não irradiar muito. Somos mais amigos assim. Ele me tosta menos. Daqui a pouco esfria pra valer. O inverno. Confesso que mesmo tendo uma tara por noites geladas, saio durante o dia procurando pelo menos por um pedaço do sol, enquanto no verão brinco de esconde-esconde com ele.

Daqui a pouco ficaremos encolhidos em nossas camas, observando lágrimas se transformarem em pedras de gelo, enquanto pensamos num jeito prático de espantar o frio, enquanto na nossa vitrola toca uma bela música, ou esperamos por um sonho que espante os antigos pesadelos, ou tristes lembranças, ou até mesmo aquela sensação criada pelo cheiro daquele doce perfume. Um dia entenderemos que podemos realmente mudar, mesmo que o frio doa, ou rache nossos lábios. Aprenderemos que por algumas coisas valem a pena chorar até a última gota.

Sempre fazemos escolhas equivocadas. Apaixonamos-nos no momento errado, ou insistimos em não gostar de quem realmente nos ama. Vivemos cheios de medo. E na verdade não vivemos o que temos que viver, porque a merda do medo não nos permite dar um abraço daqueles bem apertados na Felicidade. Não sei onde ando com a cabeça pra escrever uns troços nada a ver. Não sei por onde ando desde que resolvi... Só sei que preciso tomar mais cuidado com a porcaria do cacho de marimbondo. Na hora que conseguirem escapar to fodido. Acredito que todos já devem estar de bengalas, mas mesmo assim deve doer pra cacete as ferroadas desses bichos gigantescos.

sábado, abril 17, 2010

Mentira?

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terça-feira, abril 13, 2010

EM VÃO

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Alguém sabe me dizer o que é um ANTRO EXPOSTO?

Já conheci muito nego louco, mas igual a um sujeito chamado Ruy Filho, nunca. Eu acho. Quem em perfeita lucidez colocaria o nome de uma companhia de teatro de ANTRO EXPOSTO? Que porra é essa? Encontro muito com os caras, mas nunca tive as manhas de lembrar de perguntar o significado disto.

O pior ainda está por vir.

O cara tem seguidores.

Não sei quem é mais louco. Os malucos que o segue, ou ele.

Mas uma coisa é inegável, inquestionável e indiscutível. Desde que fundaram esse grupo, eles tem feito muito barulho na cena teatral paulistana. Montando peças e outros eventos como performances etc com nomes tão estranhos quanto o do grupo e com o mínimo de apoio.

ENTULHO, COMPLEXO SISTEMA DE ENFRAQUECIMENTO DA SENSIBILIDADE, agora EMVÃO e outras.

E todo esse prólogo pra poder falar desta última peça que citei. EMVÃO. Estreou semana passada, lá no espaço onde ocupam há mais ou menos dois anos, se não me engano. O elegantíssimo Centro Cultural Rio Verde, localizado na Vila Madalena, mais precisamente na Rua Belmiro Braga.

Antes de continuar preciso deixar uma coisa bem clara. Sou ator, como todos sabem e vou muito ao teatro, mas sou um sujeito um tanto burro, duro pra entender o que quer que seja. Uma piada, se eu não tiver quinze minutos pra refletir sobre, não a entendo, ou seja demoro ao menos 15 minutos pra gargalhar, se for interessante, é claro. Agora imaginem com filmes e peças mais complexas.

O trabalho anterior do grupo “Complexo...” tive que assistir duas vezes pra começar a entender alguma coisa. Assisti a primeira vez e sai doidão, transtornado e não sabia o porquê. Fiquei inquieto durante muito tempo até ter coragem de ir rever pra conseguir juntar uns cacos. Ai sim. Mas foi só depois de ter visto EMVÃO que fui entender que o que menos interessa no trabalho dessa rapaziada é entender algo. Como o próprio nome diz, “emvão”, tudo o que precisamos entender está nos vãos, nas entrelinhas. É isso? rs... E a peça te pega por uma outra via. Como as outras também me pegaram. Vixe, espero não estar endoidando de novo.

Confesso que não sou muito chegado em teatro físico, abstrato etc. Não sei se o teatro dessa rapaziada é isso, mas é foda. De tirar o fôlego. Vendo aquilo tive vontade de chorar por uma infância que jamais vou reencontrar, vontade de me atirar lá no meio daquele monte de botões e brincar com a rapaziada, como se fosse ali o poço da salvação, a recordação de belos dias que tive em cima de bikes detonadas quando moleque, sob fortes chuvas de granizo. Vontade de ficar sentado ali até começar a próxima sessão.

Pela primeira vez na vida, o trabalho corporal numa peça não me incomodou. Porque não tem nada sobrando e não é uma tentativa de demonstrar algo, oco, na maioria das vezes, mas é crucial a tudo aquilo. Tudo na peça ta bem encaixado. Pra entendermos melhor. A peça é de tirar o fôlego, como já disse, não é possível piscar e quase não se consegue respirar, porque ela te prende do começo até a hora em que deitamos na cama pra começar a sonhar.

A partir de então fica mais fácil entender porque acho todos eles muito loucos. Quando ouço o Ruy contando algumas idéias, acho todas quase impossíveis de serem realizadas e depois de um tempo o cara a realiza e o melhor, sem grana nenhuma, só com a ajuda e o trabalho árduo de toda a rapaziada. Quando me contou que ia construir um labirinto de plástico bolha, em plena praça Roosevelt pra dar uma prévia de Hamlet, achei absurdo. Dias depois lá estavamos eu e a diva, perdidos dentro daquilo. Eles saem no peito, atrás de alguns apoiadores. Ficam sem dormir etc e conseguem realizar tudo ao que se propõem.

É, meus amigos, ainda existem pessoas com esta disposição toda, porque felizmente ainda acreditam nessa utopia que é a arte, acreditam em mudanças e o caralho a quatro. E com essa dureza toda conseguem realizar um trabalho de uma honestidade sem tamanho e uma das coisas mais interessantes pra se ver aqui em São Paulo. E a pergunta que não se cala. Até quando trabalhos e grupos como estes vão ter que passar por esse perrengue todo? Nada contra os teatrões que tem todos os patrocinadores, leis etc, mas... deixa pra lá e seguimos adiante.

O maluco do Ruy. Opa, antes de mais nada, o Ruy é um sujeito que admiro e meu amigo também. Uma madruga o abordei de sopetão na rua Cardeal Arcoverde e o convidei pra dirigir o monólogo que faço e ele muito lúcido aceitou. Que medo, confesso. Mas voltando ao que interessa. Ruy deve ter levado lá pro espaço as lâmpadas dos abajures da sua casa e fez uma iluminação sensacional. Podem acreditar. Conseguiu um brasileiro agringalhado pra compor a trilha, e que trilha! E arrumou um quarteto de cordas pra executa-la ao vivo. Os músicos são exímios e respiram o tempo todo com os atores, contribuindo pra nos deixar pasmados. Tudo isso, não sei como, mas com certeza toparam por acreditarem muito no projeto.

O figurino é magnífico. A peça tem um classicismo que sinceramente nunca vi nada mais interessante no teatro brasileiro. Estou comparando às diversas montagens que já vi de Tchecov, Shakespeare, Ibsen etc e afirmo categoricamente que nenhuma conseguiu essa sutileza clássica. O elenco sempre surpreendente. O brother Tiago mostrou que chegou pra ficar, foi muito além das piruetas que se propôs a dar. Vê-se um grande ator. Guilherme sempre destruidor. Excelente! Raiani, encantadora. A cada trabalho mais madura e o Diego, ahhhhh, nem tenho o que falar e nem preciso.

Enfim.

Pra finalizar, só mais duas coisas. Não percam nem fodendo esse trabalho e como é bonito o sol de fim de tarde aqui na rua de casa. E o que o cu tem a ver com as calças? Eu não sei. Segue o serviço. No flyer acima. Todas as terças às 21h.

Ah, como admiro gente louca. O mundo realmente precisa de mais malucos como estes pra nos presentear com grandes obras toda a vida. Ai sim vejo esperança. Matem-a.

quinta-feira, abril 01, 2010

BMX

primeira série

I

“saudade é uma palavra bonita pra cacete, mas dói mesmo quando tá parada no peito da gente.” – Marina F.

Sempre gostei da palavra saudade e do que ela causa na gente e por isso copiei esse trecho acima do blog de uma amiga que há muito tempo não vejo e nem falo, mas alguém por quem tenho muito carinho. Pra ler o resto do texto, acesse o blog dela com link ai do lado.

II

É movido pela saudade que sempre acabo fazendo o monte de merda que sempre faço. Saudade é uma palavra freqüente nos meus textos, principalmente na dramaturgia, às vezes bem diretas e outras vezes mais diretas ainda.

Não foi a toa que bloguei este vídeo no post abaixo. Fuçando vi sem querer um vídeo no youtube daqueles viadinhos azuis, os smurfs e continuei mexendo até chegar neste de aberturas. Lembrei duma porrada de coisas.

“Ò dia, ó vida, ó azar.” Flinstones, Jetsons, Smurfs, Thundercats, Gato Félix, Pantera Cor de Rosa, Manda Chuva e por ai vai. No INFANTv com link ai do lado também, tem mais coisas sobre isso. Vale a pena rever.

III

O presente que mais almejei durante quase toda a minha infância ganhei num Natal de mil novecentos e oitenta e tantos. Eu devia ter uns 8 anos. Minha primeira bike cross. Compramos no Carrefour. Ir ao Carrefour era muito divertido. Comia todos os salgadinhos e doces que não tínhamos grana pra comprar e depois deixava o pacote abandonado no balcão. Normal. Uma vez fui pego e deu uma puta treta. Mas não é esta a história agora.

Chegamos em casa tardão com as duas caixas imensas. Nem sei como coube no porta malas do Corcel I marrom coco, do meu padrasto. Depois de muita pentelhice, conseguimos convencê-lo a montá-las naquela noite. Falo de nós porque, meu meio irmão também ganhou. Eu tenho um meio irmão, meio japa.

Capotamos quase 3 da madruga, mas é óbvio que a alegria e ansiedade eram tantas que male má pregamos os olhos. Meu meio irmão, que na época devia ter 6 anos de idade, acordou às 4h30 da madruga e começou a me cutucar ao pé da cama. Depois de muito esforço consegui abrir os olhos e ele com um jeito que nunca mais vi, disse:

- Vamos? A chuva já passou.

Garoava um pouco ainda. O cheiro de terra molhada da vila onde eu morava não deixava o tempo mentir.

- O pai e a mãe estão até roncando. – riu ele.

Vestimos os nossos moletons amarrotados. E sem lavar o rosto, sem comer ou escovar os dentes, pegamos nossas Monarks Cross de pneus coloridos e fomos pra rua, debaixo daquela fina chuva.

Aquela não era exatamente a BMX que eu almejava, mas se parecia um pouco. A BMX era bem mais cara, da Caloi, mas a minha tinha espumas nos canos e pneus azuis. E era o que importava. Era o suficiente pras pessoas ficarem impressionadas olhando, cochichando e apontando. Foram poucas vezes na vida que me senti fodão e essa foi uma delas e me lembro bem.

Eu tava todo encharcado, mas me sentia o bonitão diante daquelas pessoas escondidas debaixo dos seus guarda-chuvas. Meu irmão parecia um pinto molhado. O cheiro de terra molhada dava um ânimo naquela manhã.

Como me liguei que as pessoas não paravam de olhar, empinei o nariz e comecei a fazer umas gracinhas. Umas pequenas empinadas. Era o máximo que conseguia. Sei lá quando isso iria se repetir novamente. Eu era um pouco pequeno praquela bike. Um pirralho. Rua de terra, toda molhada e cheia de lama. Já sentiram a merda, né?

Nenhum segredo. Chegamos em casa horas depois. Minha mãe preocupadíssima, mas nem apanhamos desta vez. Nossos sorrisos alegres devem ter causado algum bom efeito nela. Perdemos a hora da escola e tudo, mas brincamos a tarde toda e ainda comemos bolinhos de chuva, assistindo os Goonies na Sessão da Tarde. Enfim. Lembro disto tudo, porque é bom pra cacete. Nem sei por onde anda meu irmão e é claro que tenho saudade do cara que um dia já foi meu melhor amigo.

Tenho uma baita saudade daquelas bikes e daquelas pedaladas descompromissadas. Saudade do pão caseiro da minha velha, saudade de não fazer nada. Saudade daquela música infernal dos Smurfs lá, lá, lá, lá... que sempre cantavam em suas caminhadas. Saudade... de sorrir? Lembro exatamente do dia em que tirei esta foto acima.

terça-feira, março 30, 2010